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Tribunal condena tio a 11 anos e absolve sobrinho de tráfico de cocaína

Tio condenado a onze anos por tráfico de estupefacientes agravado e falsificação; sobrinho absolvido, cocaína avaliada em mais de duzentos milhões de euros

Tio foi condenado a 11 anos de prisão
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  • O Tribunal de Leiria condenou um homem a 11 anos de prisão por tráfico de estupefacientes agravado e falsificação de documento; o sobrinho dele foi absolvido de todos os crimes de que era acusado.
  • As cocaínas, cerca de seis toneladas provenientes da América Central e da América do Sul, eram dissimuladas entre soja e bananas importadas.
  • A pena única de 11 anos resulta da condenação pelo tráfico e pela falsificação da matrícula do camião utilizado no transporte.
  • O tribunal não deu como provados crimes de associação criminosa, sequestro ou outras falsificações de documento, aos quais o arguido também era acusado pelo Ministério Público.
  • A sociedade da fachada de produção e comercialização de fruta fica ainda obrigada a pagar 90 mil euros de multa; o arguido não tem antecedentes criminais.

O Tribunal de Leiria condenou um homem de 55 anos a 11 anos de prisão por tráfico de estupefacientes agravado e falsificação de documento, por transportar cerca de seis toneladas de cocaína ocultas entre soja e bananas importadas. O sobrinho dele foi absolvido de todos os crimes de que era acusado, considerado que desconhecia as práticas criminosas do tio. A cocaína apreendida vale mais de 200 milhões de euros.

O arguido foi ainda condenado a cumprir uma pena única de 11 anos, com base numa pena de 10 anos e meio pelo tráfico e 6 meses por falsificação de documento. Ficou comprovado que houve falsificação da matrícula do camião que transportava a droga. Não foram provados os crimes de associação criminosa, sequestro ou outras falsificações imputados pelo MP.

O homem, sem antecedentes criminais, liderava uma sociedade dedicada à produção e comercialização de fruta na Batalha, que servia de fachada ao negócio ilícito. O pai do sobrinho, igualmente envolvido na empresa, ficou incapacitado após um AVC, o que levou o sobrinho a assumir a gestão.

Desdobramentos do veredito

A juíza destacou que Portugal é cada vez mais porta de entrada para drogas desta natureza, agravando a pena por o objetivo ser disseminar o consumo entre milhares de pessoas. O arguido agiu no próprio interesse, segundo o veredito, e foi decidido manter a condenação com a multa de 90 mil euros. O sobrinho permanece formalmente envolvido no processo, mas foi absolvido das acusações que lhe eram imputadas.

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