- O Ministério Público e a Polícia Judiciária estão a realizar buscas na Carris e na empresa que mantinha o elevador da Glória, em Lisboa, por suspeitas relacionadas com a tragédia ocorrida em setembro de 2025 que causou 16 mortos.
- Os procuradores investigam crimes de homicídio por negligência e violação de regras de segurança.
- A diligência decorre com o apoio da Polícia Judiciária ao Ministério Público, conforme fonte da Judiciária.
- Um relatório intercalar do gabinete de investigação de acidentes ferroviários aponta falhas no cabo de tracção, que seria diferente do previsto e parcialmente não conforme com as especificações.
- O documento também indica roturas progressivas dos cabos secundários e falta de controlo na manutenção.
A Polícia Judiciária iniciou, nesta sexta-feira, buscas a responsáveis da Carris e à empresa responsável pela manutenção do elevador da Glória, em Lisboa. A operação ocorre no âmbito da investigação a possíveis falhas que terão contribuído para a tragédia de setembro de 2025, que fez 16 vítimas.
O Ministério Público, através do DIAP de Lisboa, acompanha as diligências com o apoio técnico da PJ. O objetivo é esclarecer responsabilidades associadas a homicídio por negligência e violação de regras de segurança.
Relatórios preliminares do GPIAAF indicam divergências no cabo de tracção face ao projetado, com partes não conformes às especificações. Detalham ainda roturas progressivas dos cabos e falhas no controlo da manutenção do sistema.
Progresso da investigação
As autoridades apontam para uma possível inadequação dos componentes e para falhas na supervisão da manutenção. A investigação pretende apurar cronologias de inspeção, reparos e responsabilidades legais.
A divulgação de novos dados depende de avanços nas diligências e da avaliação de perícias técnicas. As informações serão atualizadas pelas autoridades competentes conforme o desenrolar do processo.
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