O assistente pessoal de Matthew Perry, que lhe administrou cetamina, foi condenado a mais de três anos de prisão. Kenneth Iwamasa, de 60 anos, já tinha admitido, em 2024, a participação num esquema de distribuição de cetamina ligado à morte do ator.
A sentença fixou 41 meses de prisão, mais dois anos de liberdade condicional e uma multa de 10 mil dólares. O caso encerra uma investigação que durou cerca de três anos e envolve cinco arguidos.
Perry morreu a 28 de outubro de 2023, numa casa em Los Angeles, após ter recebido várias doses de cetamina. O Instituto de Medicina Legal concluiu que a morte resultou dos efeitos agudos da substância, com fatores adicionais como afogamento e doenças associadas a um papel decisivo.
Conexões e motivações
Iwamasa conhecia Perry há décadas e tornou-se assistente residente em 2022. Os procuradores afirmam que o facto de conhecer o historial do ator não o impediu de facilitar o consumo de droga, apesar de alertas médicos.
A família do ator, representada pela mãe, Suzanne Morrison, descreveu a confiança depositada no assistente como fundamental para o acompanhamento da dependência. Ela afirmou que, em vez de proteger, o assistente facilitou o acesso a substâncias controladas.
Desenvolvimento do processo
Durante o julgamento, a defesa reconheceu que Iwamasa forneceu medicamentos a Perry em várias semanas, com gastos elevados em frascos de cetamina. O antigo assistente pediu desculpas à família e manifestou profundo arrependimento, mencionando que pretende aprender com o caso.
O acusado está previsto iniciar o cumprimento da pena na prisão a 17 de julho. A condenação marca o desfecho da ação movida contra cinco arguidos no total, relacionada à morte de Perry.
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