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Três arguidos no caso de peças falsificadas em aviões da TAP

MP acusa três arguidos, incluindo funcionário da TAP, de furtar peças aeronáuticas e vender com documentação falsificada, acionando risco para a segurança de voo

Avião da TAP raspa cauda ao descolar em pista de Itália. Teve de gastar combustível para aterrar em segurança
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  • O Ministério Público acusou três arguidos — um funcionário da TAP Air Portugal, S.A. e dois empresários — detidos na operação “Voo Cego” da Polícia Judiciária há cerca de um ano, por furtarem peças dos armazéns da TAP e da Hi Fly para exigir a compra de peças falsificadas.
  • A investigação aponta para uma organização criminosa que, entre 2015 e 2023, se dedicou a apropriar peças de stocks de companhias aéreas, incluindo a TAP Air Portugal, S.A. e a Hi Fly, vendendo-as com documentação de aeronavegabilidade falsificada a entidades certificadas para manutenção, reparação e operações com aeronaves.
  • As peças eram retiradas por funcionários das áreas logísticas e de manutenção e, posteriormente, enviadas a um cidadão britânico que, através de uma sociedade no Reino Unido, comercializava-as com documentação forjada; um dos arguidos financiava o processo de compra e venda e a falsificação.
  • Um perito da Força Aérea Portuguesa indicou que um elevado número de peças apresentava riscos altos ou médios de utilização em motores, representando perigo para passageiros, tripulantes e aeronaves.
  • Dois arguidos terão ocultado à administração tributária rendimentos obtidos nos anos fiscais de 2019 e 2020; o MP solicita condenação de 1,1 milhão de euros e 13 mil dólares, respetivamente, ao Estado pelas vantagens ilícitas. A investigação surgiu em fevereiro de 2024, em colaboração com o Serious Fraud Office do Reino Unido, e os arguidos aguardam julgamento em prisão preventiva.

O Ministério Público apresentou acusação contra três homens detidos na operação Voo Cego, da PJ, há um ano. O processo envolve furto de peças em armazéns da TAP e da Hi Fly, com venda de peças falsificadas a empresas de manutenção. A acusação cita associação criminosa e vários crimes conexos.

Entre os arguidos está um funcionário da TAP e dois empresários. A investigação aponta que, entre 2015 e 2023, o grupo integrava uma organização que pilhava peças aeronáuticas de stocks de companhias aéreas, incluindo a TAP, para as comercializar com documentação de aeronavegabilidade falsificada.

A equipa envolvida remetia as peças para um cidadão britânico, que, através de uma empresa no Reino Unido, vendia-as acompanhadas de documentação forjada. O terceiro arguido participava na articulação de compras e venda e na falsificação de documentos.

Acusação e crimes imputados

A avaliação técnica, realizada pela Força Aérea Portuguesa, indica que muitos componentes apresentavam riscos elevados ou médios de uso em motores, potencialmente colocando em risco passageiros, tripulações e aeronaves.

Após a detenção, o britânico abriu uma sociedade em Portugal para continuar a prática. Dois arguidos teriam ocultado rendimentos em 2019 e 2020 junto da administração fiscal. O MP pede prisão preventiva e a condenação, incluindo a devolução de 1,1 milhões de euros e 13 mil dólares.

A investigação começou em fevereiro de 2024 e, desde novembro de 2024, decorre em parceria com o Serious Fraud Office do Reino Unido. A Polícia Judiciária acompanha o caso, que aguarda julgamento.

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