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Antoniozinho condenado a 17 anos por tráfico de droga e associação criminosa

Antoniozinho condenado a 17 anos por tráfico agravado e associação criminosa, liderando rede internacional que introduzia cocaína em Portugal, com uso de SKY ECC

António Tavares Lopes, mais conhecido como 'Antoniozinho', foi detido pela PJ em 2024
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  • O narcotraficante conhecido como “Antoniozinho” foi condenado a 17 anos de prisão por tráfico de estupefacientes agravado e associação criminosa.
  • António Tavares Lopes, de 47 anos, foi detido em junho de 2024, numa megaoperação da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da Polícia Judiciária, após uma investigação de quase três anos (Operação “Summer House”).
  • O tribunal ficou a saber que liderava, desde 2021, uma rede de tráfico internacional que introduzia grandes quantidades de cocaína em Portugal e na Europa, com entrada via aeroporto de Lisboa e portos de Setúbal, Sines e Leixões.
  • A rede também transportava a droga até à França, Alemanha, Bélgica e Reino Unido, contando com a colaboração de Rúben Oliveira, conhecido como “Xuxas”, e do irmão deste, Dércio Oliveira, conforme provas obtidas com telemóvel encriptado SKY ECC.
  • O arguido foi absolvido de duas tentativas de homicídio contra um narcotraficante rival, Samir Fernandes, mantendo-se a condenação principal pelos crimes de tráfico e associação criminosa.

O narcotráfico tem o seu rosto conhecido. Antoniozinho foi condenado a 17 anos de prisão por tráfico de estupefacientes agravado e por associação criminosa.

António Tavares Lopes, de 47 anos, foi detido em junho de 2024 numa megaoperação da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da Polícia Judiciária, designada Operation Summer House.

O Tribunal Judicial da comarca de Lisboa reconheceu que o arguido liderava, desde 2021, uma rede sofisticada de tráfico internacional de estupefacientes, com a cocaína a constituir o principal produto.

A rede controlava a entrada da droga, proveniente da América do Sul, em Portugal via aeroporto de Lisboa e pelos portos de Setúbal, Sines e Leixões, tendo capacidade para transportar a mercadoria até França, Alemanha, Bélgica e Reino Unido.

Para gerir a atividade criminosa, Antoniozinho contou com a colaboração de Rúben Oliveira, conhecido como Xuxas, considerado primo, e do irmão deste, Dércio Oliveira, ambos já condenados em processos relacionados. Os contactos eram feitos através do serviço encriptado SKY ECC, com dados cedidos por autoridades francesas.

O arguido estava ainda acusado de ser o mandante de duas tentativas de homicídio sobre o narcotraficante rival Samir Fernandes, mas o tribunal absolveu-o nessas acusações por não as ter provado.

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