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Traficante ligado ao PCC libertado em Monsanto por excesso de prisão

Liberado por excesso de prisão preventiva, Ygor Daniel Zago, ligado ao PCC, mantém mandado de detenção internacional e pode fugir de Portugal

"Hulk" responde por vários crimes no Brasil
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  • Ygor Daniel Zago, brasileiro com ligações ao Primeiro Comando da Capital (PCC), foi libertado da cadeia de alta segurança de Monsanto por excesso de prisão preventiva.
  • Ele tinha sido detido em novembro do ano passado pela Polícia Judiciária, no âmbito de um mandado de detenção internacional emitido pelo Brasil, onde foi condenado a 29 anos de cadeia por tráfico de droga.
  • Também é suspeito de ter montado um esquema de contrabando de combustível adulterado com metanol e fugiu para Portugal para evitar a prisão, instalando-se em Cascais com a mulher, de onde geria os negócios criminosos.
  • Em outubro foi localizado pela Unidade de Informação Criminal da PJ, detido e encarcerado em Monsanto para extradição ao Brasil; em abril deste ano pediu asilo, que foi recusado pela Agência para a Integração Migrações e Asilo, tendo recorrido para atrasar a extradição.
  • O Tribunal da Relação de Lisboa ordenou a libertação, com a cativação do passaporte, mas teme-se que possa fugir de Portugal; ele tem nacionalidade italiana e pode seguir para Itália, já que o mandado de detenção internacional permanece ativo.

Ygor Daniel Zago, conhecido como “Hulk”, foi libertado nesta manhã da cadeia de alta segurança de Monsanto, por excesso de prisão preventiva. O libertado é brasileiro com ligações ao PCC.

Detido em novembro do ano passado pela Polícia Judiciária, o homem tinha sido extraditado pela Justiça brasileira, por tráfico de droga, com uma condenação de 29 anos. É também suspeito de contrabando de combustível adulterado com metanol.

Chegou a Portugal via Aeroporto de Lisboa em maio do ano passado, instalou-se em Cascais com a esposa e continuou a gerir negócios criminosos. Em outubro foi detido pela PJ e encaminhado para Monsanto para extradição.

Em abril deste ano, apresentou pedido de asilo, que foi recusado pela Agência de Migração e Asilo. O Tribunal da Relação de Lisboa ordenou a libertação, impondo a retenção do passaporte, para evitar fuga.

O grupo tem nacionalidade italiana, o que pode facilitar eventual saída para Itália. A extradição para o Brasil permanece pendente, sendo o mandado ativo, o que pode colocar o caso em novas controvérsias jurídicas.

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