Começou nesta quarta-feira o julgamento no Tribunal de Viseu de um argentino de 53 anos, suspeito de abusar sexualmente da enteada mais de 200 vezes, quando tinha 11 anos, em São Pedro do Sul. O arguido negou os crimes, mas enviou uma mensagem de desculpas à vítima dias depois da denúncia. A sessão decorreu à porta fechada, com necessidade de tradutor.
Caso em julgamento: o Ministério Público acusa o suspeito de 208 crimes de abuso sexual de menor agravados. Segundo a acusação, os abusos terão ocorrido desde 2023, pouco após a sua chegada a Portugal, envolvendo a enteada e, em menor medida, a filha da companheira.
O MP descreve que, seis meses após a chegada, o homem passou a partilhar a cama com a mulher, o filho bebé e duas enteadas. A atuação incluía toques nas áreas genitais da menor, debaixo do sutiã, e situações em que se deitava ao lado dela, com frequentes episódios semanais que duraram até junho de 2024.
O arguido alegou manter a relação com a noite no quarto da menor sob a desculpa de que a companheira roncava. Também alegou justificar-se pela necessidade de acalmar o bebé que chorava. A vítima foi alvo de condutas que se prolongaram por anos, com interrupções pontuais.
Situação processual
A defesa e o Estado mantêm o processo em segredo de Justiça, com o pedófilo em prisão preventiva. O MP solicita a condenação com a proibição do exercício de profissões que envolvam contacto com menores, por 5 a 20 anos, e a proibição de adoção, guarda ou confiança de menores pelo mesmo período.
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