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Militante de esquerda Daniela Klette condenada a 13 anos por roubos na Alemanha

Militante da RAF Daniela Klette condenada a treze anos por assaltos na Alemanha, após décadas em fuga, com 2,4 milhões de euros roubados

Condenam a 13 anos de prisão a alegada ex-terrorista da RAF Daniela Klette
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  • Daniela Klette, militante de extrema-esquerda alemã e antiga membro da Fração do Exército Vermelho (RAF), foi condenada a treze anos de prisão por assaltos à mão armada cometidos enquanto esteve em fuga.
  • Foi detida em Berlim, no seu apartamento, em fevereiro de 2024, após mais de trinta anos foragida, e o julgamento decorreu sob fortes medidas de segurança.
  • Considerada culpada de seis acusações de roubo particularmente grave entre 1999 e 2016, além de extorsão e violações de leis sobre armas; os assaltantes teriam levado 2,4 milhões de euros.
  • A acusação aponta que Klette foi a motorista de fuga em vários assaltos e transportou uma bazuca falsa de aspeto realista; outros ataques de motivação política ainda estão em processos separados.
  • Os procuradores referem que o trio da RAF, composto por Klette, Burkhard Garweg e Ernst-Volker Staub, atuou na “terceira geração” do grupo, com a polícia à procura de Garweg e Staub.

Uma militante alemã de extrema-esquerda foi condenada a 13 anos de prisão por uma série de assaltos à mão armada cometidos enquanto esteve em fuga. Daniela Klette, de 67 anos, foi detida em Berlim, no seu apartamento, em fevereiro de 2024, após mais de 30 anos em fuga. A decisão ocorreu nesta quarta-feira, num julgamento sob fortes medidas de segurança.

A acusação aponta que Klette atuou como motorista de fuga num trio ligado à RAF, a chamada terceira geração do grupo Baader-Meinhof. Entre 1999 e 2016, ela participou em seis assaltos de grande gravidade, com um montante total de 2,4 milhões de euros roubados. Além disso, enfrentou acusações de extorsão e violação de leis de armas.

Durante o julgamento, o tribunal indicou que Klette e os dois comparses utilizavam técnicas de fuga bem planeadas e mantinham uma vida de clandestinidade desde 1999, alugando veículos com identidades falsas. No imóvel de Berlim, foram encontrados uma espingarda de assalto Kalashnikov, explosivos e um forte agregado de dinheiro.

Detenção e contexto

Os procuradores já tinham indicado que a ex-terrorista terá desempenhado o papel de motorista de fuga em vários ataques. A defesa sustenta que as ações ocorreram quando o grupo ainda era ativo, antes da dissolução da RAF em 1998, mas o veredicto confirmou a participação de Klette nestes crimes.

O caso envolve ainda a alegação de três ataques políticos na década de 1990, que correm em processos separados. A RAF ganhou notoriedade por ações violentas contra o que era visto como imperialismo e um Estado alemão profundamente marcado pela herança nazi.

Desdobramentos

Klette fazia parte de um trio que incluiu Burkhard Garweg e Ernst-Volker Staub, conhecidos como a terceira geração da RAF. A polícia continua a procurar Garweg e Staub, que poderão ter 57 e 72 anos, respetivamente, se estiverem vivos.

No mesmo processo, os procuradores indicam que a RAF planeou ataques adicionais, incluindo uma suposta explosão nos escritórios do Deutsche Bank em 1990 e um ataque à embaixada dos EUA em Bonn em 1991. Também é mencionada uma participação na bombardação da prisão de Weiterstadt, perto de Frankfurt, em 1993.

Quando compareceu no tribunal no ano passado, Klette manteve uma postura desafiadora e disse que iria manter a luta contra o capitalismo e o patriarcado. O veredito desta quarta-feira encerra este capítulo judicial, embora outros casos ligados ao grupo permaneçam em julgamento.

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