A Polícia Judiciária do Porto deteve dois diretores e um ex-diretor da Águas de Gaia (ADGaia) por suspeitas de corrupção, abuso de poder e lavagem de dinheiro. Foram realizadas ainda dez detenções de funcionários da empresa municipal e de empresários. As suspeitas envolvem obras avaliadas em oito milhões de euros.
O quadro aposentado da ADGaia é apontado como criador de uma empresa para ocultar lucros de corrupção e funcionar como intermediário oculto em adjudicações. A investigação incide sobre operações de adjudicação que teriam beneficiado terceiros, com recurso a estrutura empresarial ligada ao ex-diretor.
O Ministério Público e a Polícia Judiciária coordenam as diligências, que prosseguem para apurar a natureza das contratações, os valores envolvidos e os responsáveis. As detenções integram uma operação de maior envergadura ligada ao sector da água municipal.
Detenções e implicações
A ação visa esclarecer a abrangência dos montantes alegadamente desviados e de que forma as empresas envolvidas terão participado nas adjudicações. Até ao momento, não houve pronunciamentos oficiais sobre eventuais indícios adicionais ou prisões futuras.
As autoridades não detalham, por now, os prejuízos potenciais para a ADGaia nem impactos nos tarifários ou na prestação de serviços aos munícipes. A investigação mantém-se em curso, com queixas pendentes de confirmação.
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