- Carlos Gouveia, conhecido como “animal” após ter sido atingido por uma arma elétrica na cadeia de Paços de Ferreira, tem quarenta e quatro anos.
- Passou mais de trinta anos institucionalizado; nos últimos vinte e três anos esteve atrás das grades, com exceção de uma fuga, sete meses em liberdade condicional e algumas saídas precárias.
- Em 30 de abril iniciou a greve de fome no estabelecimento prisional de alta segurança de Monsanto, em Lisboa, para protestar contra o que diz serem ilegalidades e abuso de poder da direção.
- Os médicos que o visitaram ontem concluíram que corre risco de vida; ele não se alimenta e permanece na cela.
- O representante legal de Gouveia afirma que o caso ilustra falha de reinserção social e que, se não for recuperado, poderá sair da cadeia com consequências graves.
Carlos Gouveia, conhecido pelo apelido de Animal, passou a maior parte da vida institucionalizada. Atingido por uma arma elétrica na cadeia de Paços de Ferreira, permaneceu mais de 30 anos encarcerado. Hoje tem 44 anos.
No estabelecimento prisional de Monsanto, em Lisboa, iniciou no dia 30 de abril uma greve de fome em protesto contra o que afirma ser ilegalidades e abuso de poder por parte da direção da cadeia.
Segundo o seu advogado, o estado de saúde de Gouveia é grave, com risco de vida devido à recusa de alimentação e ao facto de permanecer na cela, longe de apoio médico regular.
O representante legal descreve o caso como um exemplo do insucesso da reinserção social, argumentando que a recuperação deveria ocorrer dentro do sistema prisional, mas hoje afirma que o condenado é visto como um problema pelo sistema.
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