Marine Rousseau, sexóloga e mãe de duas crianças, e o seu companheiro foram detidos após abandonarem os filhos numa estrada entre Alcácer do Sal e a Comporta, em Portugal. O episódio ocorreu depois de o casal ter conduzido as crianças desde a França para Portugal, onde foram encontrados sós junto à via. As autoridades portuguesas já detiveram o casal, enquanto a Justiça francesa pode avançar com acusações de rapto.
As crianças, Barthélémy e Zacharie, de quatro e cinco anos, estavam sozinhas quando foram encontradas por moradores locais. Receberam assistência médica e foram encaminhadas para uma família de acolhimento. Um terceiro filho do casal, um adolescente de 16 anos, encontrava-se na residência da mãe, em Colmar, na altura em que o incidente ocorreu.
Marine Rousseau vivia em Colmar, onde o desaparecimento das crianças foi comunicado às autoridades francesas há mais de uma semana. Não haviam antecedentes criminais conhecidos da mãe, segundo a imprensa francesa, que descreve Rousseau como promotora de bem‑estar emocional e sexualidade em redes sociais.
A relação entre Marine Rousseau e Marc Ballabriga, homem com antecedentes ligados a problemas psiquiátricos, também foi alvo de várias informações na imprensa. Ballabriga, antigo polícia, já havia sido condenado por assédio e violência contra a mãe de uma filha, em 2010, segundo registros judiciais citados pela imprensa.
O casal foi localizado e detido em Fátima, após uma denúncia de uma mulher de idade avançada que suspeitou da dupla numa esplanada de café. Em Portugal, os dois são considerados suspeitos de crimes de violência doméstica e de exposição e abandono. A origem de eventual julgamento permanece por definir entre as autoridades portuguesas e francesas.
As investigações seguem para apurar as circunstâncias do deslocamento entre os dois países, bem como possíveis ligações entre o comportamento do casal e o abandono das crianças. Não houve informações públicas sobre planos ou motivações apresentados pelas autoridades para o episódio.
Entre na conversa da comunidade