- Dois adeptos do FC Porto, incluindo Vítor Aleixo, foram detidos na noite de sábado, 16 de maio, na Avenida dos Aliados, por se terem acedido a uma paragem de autocarro para ver os futebolistas.
- Um polícia à civil foi injuriado e agredido com socos; a PSP interveio junto do grupo que gerou a confusão.
- Vítor Aleixo e o outro adepto passaram duas noites na retenção e, na segunda-feira, foram ouvidos por um juiz de instrução tendo ficado em liberdade, pois não foram pedidas medidas restritivas de liberdade.
- Nesta terça-feira, o juiz decidiu aplicar aos dois a medida de apresentações diárias às autoridades e a interdição de acesso a recintos desportivos e a qualquer evento desportivo, bem como a proibição de contactos com todos os intervenientes nos factos.
- Em julho de 2025, Vítor Aleixo foi condenado a dois anos e dez meses de prisão, com pena suspensa, no âmbito da Operação Pretoriano; a pena foi atenuada para dois anos e sete meses em fevereiro, segundo o Tribunal da Relação do Porto.
Os dois adeptos do FC Porto foram detidos na noite de sábado, 16 de maio, na Avenida dos Aliados. Vítor Aleixo, 53 anos, esteve envolvido numa situação que envolveu subir a uma paragem de autocarro para observar jogadores. Mulheres e crianças estavam sob a cobertura, segundo testemunhas, mas os alegados comportamentos não foram considerados relevantes pelos detidos.
Um polícia à civil identificou-se como agente da PSP e tentou sensibilizar os presentes. O homem de 53 anos e o outro adepto recusaram acatar as instruções e injuriaram o agente, que acabou por ser agredido com socos na cara. O incidente ocorreu junto de elementos de forças de segurança que estavam no local.
Vítor Aleixo e o outro adepto foram detidos e passaram duas noites na guarda. Na segunda-feira seguinte, o juiz de instrução ouviu-os e libertou-os, sem que fossem impostas medidas restritivas à liberdade. O caso seguiu em investigação, com indícios de resistência, coação sobre funcionário e ofensas à integridade física qualificada.
Operação Pretoriano
Em julho de 2025, Vítor Aleixo foi condenado a dois anos e dez meses de prisão, com pena suspensa, no contexto da Operação Pretoriano. O processo visou coagir sócios do FC Porto numa Assembleia-Geral.
O colectivo de juízes considerou-o culpado, em coautoria com outros arguidos, incluindo Fernando Madureira, ex-líder da claque Super Dragões, de crimes de ofensa à integridade física em contexto desportivo, ameaça simples, coação simples e ameaça agravada. Em fevereiro, a Relação do Porto atenuou a pena para dois anos e sete meses.
Entre os crimes, Vítor Aleixo já tinha antecedentes por resistência e coação sobre funcionário, bem como por tráfico de droga, com cumprimento de pena efetiva em situações anteriores.
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