- A Polícia Judiciária abriu nova série de buscas, relacionada com suspeitas de crimes de corrupção em concursos de aluguer de helicópteros para combate a fogos rurais, na chamada “Operação Torre de Controlo”.
- O principal alvo é Ricardo Leitão Machado, cunhado do ministro da Presidência, António Leitão Amaro; a casa no Restelo, em Lisboa, e ligações empresariais estão a ser alvo de diligências.
- Machado é dono da Gesticopter, empresa vencedora de concursos; suspeita-se que já a controlava através da Gestifly, sendo que o irmão do ministro era diretor de operações na Gesticopter.
- Em março de 2025, a investigação apontava crimes de corrupção ativa e passiva, burla qualificada, abuso de poder, tráfico de influência, associação criminosa e fraude fiscal qualificada, relacionados com concursos de cerca de 100 milhões de euros para serviços de aeronaves do DECIR.
- Na altura, foram constituídas arguidas sete pessoas singulares e cinco empresas, conforme anunciou o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).
A Polícia Judiciária abriu, nas primeiras horas da manhã, buscas ligadas a suspeitas de crimes de corrupção em contratos de aluguer de helicópteros para combate aos fogos rurais. O processo, conhecido como Operação Torre de Controlo, teve uma primeira fase de buscas em março de 2025.
Nesta nova fase, o principal alvo é Ricardo Leitão Machado, cunhado do ministro da Presidência, António Leitão Amaro. A casa do empresário, no Restelo, Lisboa, está a ser percorrida pela investigação, que também envolve empresas a ele ligadas.
Ricardo Leitão Machado é dono da empresa Gesticopter, contratada para o aluguer de helicópteros. A PJ investiga se, antes da entrada no capital da Gesticopter, através da aquisição da Gestifly, o controlo terá sido exercido há muito. O irmão do ministro foi diretor de operações da Gesticopter.
Contexto da investigação
Em março de 2025, a PJ indicou que a investigação envolve crimes de corrupção ativa e passiva, burla qualificada, abuso de poder, tráfico de influência, associação criminosa e fraude fiscal qualificada. Alega-se ligação entre várias sociedades sediadas em Portugal e concursos públicos ligados ao DECIR, estimados em cerca de 100 milhões de euros.
A PJ detalhou que os contratos visam a operação, manutenção e gestão da aeronavegabilidade dos meios aéreos do Estado, destinados ao Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais. A investigação aponta para eventual carência de meios públicos e subida de preços.
O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) informou, na altura, que foram constituídas arguidas sete pessoas singulares e cinco empresas ligadas à investigação.
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