Dois chefes da PSP estão entre os 16 detidos esta terça-feira por suspeitas ligadas a mais de duas dezenas de episódios de agressões e tortura ocorridos entre 2024 e 2025 em Lisboa, no caso conhecido como Esquadra do Rato. Os detidos incluem 15 agentes e um segurança privado.
Parte dos detidos já trabalhava naquela esquadra e noutra, no Bairro Alto. Os crimes teriam acontecido nesses locais e também durante os trajetos entre as esquadras. O Ministério Público indica co-participação, não especificando a imputação a cada arguido.
As vítimas participaram em reconhecimento de parte dos 15 elementos detidos, e teriam feito parte de um grupo de WhatsApp com cerca de 70 pessoas onde foram partilhados vídeos de agressões. As diligências iniciaram-se com 14 buscas domiciliárias e 16 em dependências policiais.
Desvendamento e diligências
As buscas contemplaram locais do Norte do país e dos Açores, dada a eventual dispersão dos arguidos. A PSP e a Procuradoria-Geral da República analisam o material recolhido para finalizar o despacho de indiciação. O inquérito é dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.
Ainda não está definido se os detidos serão apresentados a primeiro interrogatório já hoje ou amanhã de manhã, mantendo-se o prazo de 48 horas para comparecer a Inspector. A operação desta terça é a terceira desde julho de 2025 no âmbito das alegações de tortura por polícias das esquadras do Rato e do Bairro Alto.
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