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Relação anula condenações em Tancos por terrorismo e reduz penas a sete arguidos

Relação de Évora altera matéria de facto e reduz penas de sete arguidos no caso de Tancos, removendo a condenação por terrorismo e rejeitando acordo de impunidade

Os paióis de Tancos foram assaltados em 2017. Vinte e três arguidos foram acusados no respetivo processo
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  • O Tribunal da Relação de Évora alterou parte da matéria de facto e reduziu as penas de sete arguidos no caso do assalto aos Paióis Nacionais de Tancos, incluindo alterações ao enquadramento jurídico e à tipificação de crimes.
  • Foi removida a condenação por terrorismo a João Paulino, João Pais e Hugo Santos; mantiveram-se condenações por furto qualificado e, no caso de Paulino e Hugo Santos, por tráfico de estupefacientes.
  • A Relação rejeitou a existência de um acordo de impunidade entre os autores do furto, militares e elementos da PJ Militar, considerando que essa prova não ficou demonstrada.
  • Em termos de penas, João Paulino passou de oito anos para sete anos e seis meses de prisão; João Pais ficou com quatro anos; Hugo Santos ficou com seis anos e seis meses; Vasco Brazão viu a pena reduzir para três anos e seis meses, com suspensão por igual período, e com pena acessória de proibição de funções, por dois anos.
  • Os restantes dois militares da GNR, Bruno Ataíde e José Gonçalves, fixaram-se em um ano e seis meses e em um ano de prisão, respetivamente, com suspensão por igual período; Caetano Lima Santos manteve pena semelhante em suspensão com proibição de funções.

O Tribunal da Relação de Évora alterou parte dos factos dados como provados no julgamento em primeira instância no caso do assalto aos Paióis Nacionais de Tancos, incluindo crimes de terrorismo, e reduziu as penas a sete dos condenados. O acórdão foi divulgado em comunicado pelo tribunal.

Os desembargadores retiraram a condenação por terrorismo a João Paulino, autor confesso do furto, e a João Pais e Hugo Santos, os dois arguidos que ajudaram a retirar o material militar do paiol. Para estes arguidos, a Relação de Évora condenou-os por furto qualificado e manteve a condenação de João Paulino e Hugo Santos por tráfico de droga.

Foi também revertido o entendimento que havia considerado existente um acordo de impunidade entre os autores do assalto, militares da GNR e membros da Polícia Judiciária Militar. Nessa base, não se reconheceu a existência desse acordo.

A pena de João Paulino, que estava em cúmulo jurídico a oito anos, passou a uma pena única de sete anos e seis meses de prisão, por furto qualificado e por tráfico de estupefacientes. João Pais ficou com quatro anos de prisão efetiva por furto qualificado, e Hugo Santos viu o cúmulo fixado em seis anos e seis meses, por furto qualificado e tráfico.

Além disso, o major Vasco Brazão, que tinha uma pena de cinco anos com suspensão, viu-a reduzida para três anos e seis meses, com suspensão, por crimes de favorecimento pessoal praticado por funcionário e por falsificação de documentos, com pena acessória de proibição de funções por dois anos. Caetano Lima Santos recebeu a mesma penalização. Bruno Ataíde passou a uma condenação de um ano e meio de prisão suspensa, por favorecimento pessoal na coautoria, e José Gonçalves recebeu um ano de prisão, também suspenso na prática.

O advogado de Vasco Brazão afirmou que poderá avaliar recurso a seguir à decisão, enquanto o tribunal manteve a não procedência do alegado acordo de impunidade, considerado grave pela defesa. O processo já tinha passado por uma fase anterior de nulidades associadas a provas.

O furto e a recuperação do material militar ocorreram entre 2017 e 2017, com condenações iniciais aos autores materiais. O ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes foi absolvido de várias acusações no conjunto do processo. A recuperação do material, em parte, ocorreu na região da Chamusca, com participação de diferentes corpos policiais.

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