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Nove arguidos acusados de crimes por assaltos a ourivesarias no país

MP acusa nove arguidos de associação criminosa e furto qualificado; grupo operou de norte a sul, rendendo 879,568,33 euros

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  • O Ministério Público acusou oito pessoas e uma empresa de pertencer a um grupo criminoso que terá furtado ourivesarias em várias localidades, rendendo pelo menos 879.568,33 euros, ao longo de cerca de oito anos.
  • Os nove arguidos são acusados de associação criminosa, furto qualificado, recetação, branqueamento, detenção de arma proibida e fraude fiscal; dois arguidos estão em prisão preventiva, dois em prisão domiciliária com vigilância eletrónica, e três em liberdade sob comparecimento periódico.
  • O grupo atuava de forma estruturada, com liderança de um alegado responsável; fazia estudo prévio das lojas, utilizava drone para filmar e arrombava cofres-fortes para evitar deteção das câmaras, recorrendo a maçarico para os abrir.
  • As peças furtadas em ouro, prata e relógios eram escoadas para fundição através de dois arguidos, que exploram uma loja de antiguidades e ourivesaria; foram apreendidos saldos, dinheiro, automóveis e peças no total de 82.166,15 euros, com pedido de condenação ao Estado de 797.402,18 euros.
  • O inquérito, iniciado a 29 de junho de 2025, envolve ações em várias regiões, com detenções efetuadas a 28 de outubro de 2025 na Ponte 25 de Abril, em Lisboa, e em Seixal, Sintra e Sacavém.

O Ministério Público acusou oito pessoas e uma empresa de pertencerem a um grupo criminoso que praticou furtos a ourivesarias em várias regiões do país, com um ganho avaliado em quase 900 mil euros. O anúncio foi feito esta terça-feira.

Os nove arguidos são responsabilizados por associação criminosa, furto qualificado, recetação, branqueamento, detenção de arma proibida e fraude fiscal. O MP descreve uma organização estruturada, com liderança de um elemento.

O inquérito revela que o grupo atuou durante cerca de oito anos seguidos, operando de norte a sul do país e visando ourivesarias. O montante obtido ascende a pelo menos 879.568,33 euros.

Quase todos os arguidos foram detidos na PSP no dia 28 de outubro de 2025. Em Lisboa, três homens foram interceptados às 03h25 na Ponte 25 de Abril após furtos na Charneca da Caparica, Almada, no distrito de Setúbal.

Os restantes foram detidos por mandados de detenção fora de flagrante delito, perto das 07h30, em Seixal, Sintra e Sacavém, no distrito de Lisboa. O inquérito decorre desde 29 de junho de 2025.

Segundo o MP, o grupo funcionava com distribuição de funções e operação liderada por um dos arguidos. O objetivo era facilitar o acesso às lojas e aos cofres, com planeamento meticuloso.

O modo de atuação incluía estudo prévio das ourivesarias, uso de drone para observar zonas envolventes e deslocações para conhecer rotinas de proprietários e funcionários.

Os arrombamentos recorriam a paredes ou tetos que davam acesso aos cofres, para evitar sistemas de videovigilância, com cofre aberto via maçarico de acetileno e oxigênio.

As peças em ouro, prata e relógios eram depois colocadas à venda ou derretidas numa loja de antiguidades gerida por dois arguidos, que integravam o grupo.

Durante o inquérito foram apreendidos saldos bancários, dinheiro, automóveis e ouro, prata e relógios, no total de 82.166,15 euros. A perda direta a favor do Estado foi pedida em 797.402,18 euros.

Foi também requerida a arrestação de vários bens, incluindo saldos, automóveis e imóvel, num total de 731.974,10 euros, decisão que foi efetivada pela juíza de instrução.

Dois arguidos permanecem em prisão preventiva, dois encontram-se em prisão domiciliária com vigilância eletrónica e três libertados com apresentação periódica. Um oitavo está proibido de contactar com vítimas.

O processo está na fase de requerimento de abertura de instrução, que pode levar ao julgamento, com intervenção do tribunal coletivo, salvo se houver outra decisão.

O DIAP Regional de Évora dirige o inquérito com apoio da PSP. No dia da detenção de seis arguidos, a PSP revelou que os suspeitos eram apontados como responsáveis por furtos a ourivesarias em cidades como Almodôvar, Beja, Braga, Chamusca, entre outras.

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