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Ministério Público acusa 10 por oito anos de assaltos a ourivesarias

MP acusa dez arguidos e uma empresa de assaltos a ourivesarias ao longo de oito anos, com lucro estimado de 880 mil euros e planeamento com drone

Gang apoderava-se de peças em ouro e prata das ourivesarias roubadas
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  • O Ministério Público de Évora acusou nove arguidos e uma empresa por uma vaga de assaltos a ourivesarias, ocorridos ao longo de pelo menos oito anos, com ganho estimado em perto de 880 mil euros.
  • A investigação, conduzida pela Direção de Investigação Criminal da Polícia de Segurança Pública, aponta liderança de um dos arguidos e uso de drone para estudar zonas envolventes às lojas.
  • Os crimes incluem associação criminosa, furto qualificado, recetação, branqueamento e outros, com atuação de norte a sul do país.
  • Os assaltos tinham estudo prévio, envolvendo arrombamentos de paredes ou tetos para aceder às casas de banho das lojas ou aos cofres-fortes, muitos abertos com maçarico.
  • O MP pediu o congelamento de bens apreendidos no valor de quase 800 mil euros; dois arguidos estão em prisão preventiva, dois em prisão domiciliária, três com apresentações, e dois proibidos de contactos.

O Ministério Público de Évora acusou nove arguidos e uma empresa de integrarem um grupo acusado de assaltos a ourivesarias, ao longo de pelo menos oito anos. O total de lucros estimados aproxima-se dos 880 mil euros.

A acusação descreve crimes de associação criminosa, furto qualificado, recetação e branqueamento, entre outros. A investigação foi realizada pela Direção de Investigação Criminal da PSP. Liderava o grupo um dos arguidos atualmente acusado.

Os crimes eram precedidos de estudo prévio de cada alvo, com atuação de Norte a Sul do país. Segundo o MP, chegou-se a organizar um drone para filmar a zona envolvente da ourivesaria, com o objetivo de estudar rotinas de proprietários e funcionários.

Os arrombamentos exploravam acessos através de paredes ou tetos que davam encontro às casas de banho ou ao local dos cofres-fortes, sendo os cofres abertos com maçarico. O grupo planeava, de forma minuciosa, cada operação.

O MP solicita o congelamento de bens pertencentes ao gang, incluindo saldos bancários, dinheiro, veículos, ouro, prata e relógios, no valor de quase 800 mil euros. Dois arguidos estão em prisão preventiva, dois em prisão domiciliária, três com apresentações às autoridades e dois proibidos de contactos entre si.

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