O Ministério Público (MP) não tem conseguido atrair magistrados mais experientes para o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), a unidade responsável pelos inquéritos mais graves e complexos.
Entre os menos de três anos em análise, o DCIAP perdeu 12 dos 44 procuradores que compõem o seu quadro, o que compromete a capacidade de investigação de crimes mais violentos, segundo a avaliação interna.
Além disso, a Inspeção revelou que um quinto dos profissionais daquela repartição não cumpria, em pelo menos uma das exigências formais, os requisitos para exercício das funções. Este dado reforça preocupações sobre a qualidade e a seleção de pessoal.
Inspeção e impactos
A avaliação aponta para dificuldades em recrutar e manter magistrados com perfis mais qualificados, num contexto de elevados rácios de casos complexos. O MP afirma manter planos de melhoria na formação e na atração de talento para o DCIAP, sem adiantar prazos.
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