O último elemento de um gangue violento ligado a ataques com criptomoedas foi extraditado para Portugal, vindo do Reino Unido. O homem responde por roubo agravado de três milhões de euros em criptomoedas e por cinco crimes de sequestro, relativos a ataques em Castelo Branco e Idanha-a-Nova entre 2020 e 2021. A Polícia Judiciária localizou-o no Reino Unido e efetuou a sua entrega às autoridades portuguesas.
O grupo era composto por sete homens e uma mulher, todos estrangeiros. Segundo a PJ, planeavam e executavam ações com características paramilitares para se apoderarem de criptomoedas detidas por cidadãos estrangeiros residentes em Portugal. Os crimes ocorreram em zonas rurais das duas cidades.
No ataque de 2020, as vítimas residiam numa propriedade rural quando foram surpreendidas e obrigadas, sob ameaça de armas, a transferir dezenas de bitcoins para várias carteiras digitais. O valor de mercado à época situava-se em cerca de três milhões de euros.
No segundo ataque, foram abordadas outras cinco pessoas, mas a transferência não foi concluída e os alegados autores fugiram. O conjunto de suspeitos já tinha sido intercetado e detido em Portugal, com um único elemento detido no Reino Unido.
Processo e atual situação
Sete dos indivíduos já tinham sido condenados pelo tribunal de Castelo Branco, com penas variando entre nove anos e três anos e onze meses de prisão. O suspeito extraditado permanece em prisão preventiva após apresentação a tribunal.
Entre na conversa da comunidade