A mulher de um soldado norte-americano foi detida pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) em El Paso, Texas. A prisão ocorreu a 14 de abril, durante uma entrevista de cidadania para o pedido de liberdade condicional. Trata-se do segundo caso deste mês envolvendo esposas de militares.
O Departamento de Segurança Interna (DHS) descreveu Deisy Rivera Ortega como uma estrangeira ilegal criminosa de El Salvador condenada por crime federal de entrada ilegal nos EUA. Rivera Ortega vive nos EUA desde 2016, após cruzar a fronteira na região do Vale do Rio Grande, em busca de asilo.
Em 2019, um juiz ordenou a deportação, mas concedeu-lhe suspensa a deportação, permitindo-lhe permanecer no país. A defesa cita que a suspensão foi fundamentada na Convenção contra a Tortura, para evitar danos físicos caso retornasse ao país de origem. Rivera Ortega é casada com o sargento de primeira classe José Serrano, nascido em Porto Rico.
Segundo caso neste mês
Serrano, com cerca de 28 anos de serviço no Exército, esteve destacado no Afeganistão. OICE indicou que Rivera Ortega poderá ser deportada para o México, num impacto de deportação para terceiros países. O DHS já tinha utilizado a prática de deportação para países diferentes do local de origem durante a administração anterior.
No início de abril, o ICE deteve Annie Ramos, de 22 anos, esposa de Matthew Blank, também sargento do Exército. Ramos é uma imigrante hondurenha trazida para os EUA quando criança. O casal viajou para uma base militar na Louisiana para obter documentos de identidade e benefícios de cônjuge.
Ramos recebeu uma ordem de deportação à revelia após a família não comparecer a uma audiência em 2005, ainda quando ela era bebé. A jovem esteve detida cinco dias e foi libertada após a cobertura mediática do caso.
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