- Um jovem de 20 anos, que já tinha sido proibido de contactar a avó de 64 anos, foi colocado em prisão preventiva na semana passada pela reiterada violação da medida.
- A intervenção judicial ocorreu a 16 de abril, após o incumprimento das medidas de coação, incluindo a proibição de contactos e de aproximação à vítima num raio de 500 metros com vigilância eletrónica.
- O jovem é suspeito de tentativas de intrusão na residência da avó, arrombamento da porta, agressões à porta, além de comportamentos ameaçadores e injuriosos.
- Em espaço público, houve sinais de descompensação psicológica, com intimidação a terceiros e clima de insegurança, gerando várias queixas junto das autoridades.
- A vítima, que recebia proteção especial por ser considerada vulnerável, era alvo de agressões físicas e verbais, ameaças de morte e pressão económica; ele tinha sido detido no dia oito de março pela prática de violência doméstica.
Um jovem de 20 anos, a quem em março tinha sido aplicada a medida de afastamento e proibição de contactos com a avó, de 64 anos, ficou na semana passada em prisão preventiva por não cumprir essa interdição. O caso ocorreu na cidade de Caldas da Rainha, onde o jovem já vivia com a familiar, agora sinalizada como vítima especialmente vulnerável.
Segundo o Comando Distrital de Leiria da PSP, o incumprimento repetido das medidas de coação, designadamente a proibição de contactos e de aproximação a menos de 500 metros, com vigilância eletrónica, motivou nova intervenção do tribunal no dia 16 de abril. Além disso, registaram-se episódios de perturbação da ordem pública.
A PSP detalha que o incumprimento incluiu tentativa de intrusão na residência da vítima, com arrombamento da porta, agressões à porta da habitação e comportamentos ameaçadores. Na via pública houve ainda sinais de descompensação psicológica e intimidação de terceiros, gerando várias reclamações.
Contexto e histórico de violência
O jovem, cuja conduta tem sido marcada por agressões físicas e verbais, ameaças e desordem, passou a residir na casa da avó no final de 2025. A vítima afirma sofrer pressão económica e patrimonial, bem como intimidação constante, incluindo situações de violência com danos no interior da residência.
Em várias ocasiões, o neto terá deslocado-se para outros espaços, inclusive Lisboa, onde teriam ocorrido consultas de natureza psicológica, que ficaram por manter. A avó, que inicialmente acolheu o neto, solicitou apoio e proteção diante do historial de violência.
Situação processual
O neto foi detido fora de flagrante delito pela Esquadra de Investigação Criminal da Divisão Policial das Caldas da Rainha a 8 de março, pela prática reiterada de violência doméstica. No primeiro interrogatório judicial, foi-lhe aplicada a medida de coação de afastamento e proibição de contactos com a vítima, bem como a instalação de dispositivo de alerta. A vítima recebeu o estatuto de vítima especialmente vulnerável, com medidas de proteção e apoio específicas.
Entre na conversa da comunidade