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Mãe, dois filhos e advogada acusados de burla contra idosa em lar em Évora

Ministério Público acusa mãe, dois filhos e advogada de burla qualificada contra idosa institucionalizada em Évora, com venda de imóvel e prejuízo de 400 mil euros

Ministério Público acusa quatro pessoas de burla e outros crimes contra idosa em lar em Évora
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  • O Ministério Público apresentou uma acusação contra quatro portugueses, com idades entre 25 e 60 anos, mãe, dois filhos e uma advogada, por burla qualificada, falsidade informática, falsidade de documento e branqueamento, relacionadas com uma idosa institucionalizada em Évora.
  • A vítima tem 84 anos e estava num lar de idosos no concelho de Évora; os arguidos teriam ganho a sua proximidade e confiança para atacar o seu património.
  • O esquema envolveu uso indevido de cartão bancário da vítima, com movimentações na conta para despesas dos arguidos.
  • A advogada, alegadamente, participou na falsificação de uma procuração que lhes conferia poderes para gerir o património da idosa, incluindo doar ou vender bens.
  • O documento aponta para uma perda patrimonial de pelo menos 400 mil euros e a investigação, liderada pelo DIAP de Évora com apoio da Polícia Judiciária, encontra-se em fase de instrução ou encaminhamento para julgamento.

O Ministério Público (MP) acusou quatro indivíduos, com idades entre 25 e 60 anos, de burla qualificada, branqueamento e falsidade informática e de documento, alegadamente ligados a uma idosa institucionalizada num lar em Évora. A acusação descreve um esquema que visava beneficiar os arguidos em detrimento da vítima.

Segundo o MP, três dos arguidos — mãe e dois filhos — conceberam um plano para aproximar-se da idosa e ganhar a sua confiança, com o objetivo de se apropriarem do seu património. Utilizaram o cartão bancário da vítima e movimentaram a conta à sua revelia, para suprirem despesas próprias.

A advogada do grupo é apresentada pela acusação como a quarta arguida, cuja participação terá permitido forjar uma procuração que conferiu poderes para administrar o património da vítima, incluindo a venda ou doação de bens. A elaboração do documento ocorreu, segundo o MP, com o objetivo de obter o controlo financeiro da idosa.

A acusação aponta que a procuração teria sido obtida por engano, sem esclarecimento adequado à vítima, o que facilitou o acesso a poupanças e à venda de um imóvel. O prejuízo apontado pelo MP não é inferior a 400 mil euros. O MP indicou ainda que foram declaradas perdas a favor do Estado das vantagens ilicitamente adquiridas e de ativos apreendidos durante a investigação.

Investigação e contexto processual

A investigação foi liderada pela 1.ª secção do DIAP de Évora, com apoio da Polícia Judiciária de Évora. Ainda não há decisão sobre a abertura de instrução; caso seja solicitada, o processo pode seguir para julgamento. O MP não especificou a localização exata dos factos, mas fontes ligadas ao caso apontam para o concelho de Évora.

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