O menor de 14 anos que matou a mãe com dois tiros na cabeça em outubro, na Vagueira, concelho de Vagos, ficará internado num Centro Educativo, em regime fechado, pelo período máximo de três anos. A medida é a mais gravosa entre as tutelas aplicáveis a menores de 12 a 16 anos por crimes qualificados. Além disso, vai ter acompanhamento psicológico, por indicarem traços de psicopatia.
No julgamento, realizado à porta fechada, o jovem confessou o crime sem demonstrar emoção ou remorsos. A defesa pediu processos de reabilitação, mas o tribunal manteve a opção por internação, com vigilância psicológica contínua.
A confissão, imagens de câmaras e testemunhos ajudam a reconstituir a investigação. No dia 21 de outubro, a mãe, Susana Gravato, vereadora na Câmara de Vagos, foi buscar o filho à escola e levou-o a um restaurante junto da casa da família, onde almoçaram com o marido, o pai do jovem. O menor saiu primeiro e despediu-se da mãe com um beijo na testa.
Antes do homicídio, o adolescente já tinha planeado uma fuga de casa. Contudo, acabou por cometer o crime durante o encontro familiar, sem demonstrar qualquer reação quando, após o primeiro disparo, a mãe lhe pediu para ficar calma.
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