Leopoldo Luque, neurocirurgião de Diego Maradona, declarou-se inocente no julgamento na Argentina. Está acusado de homicídio por negligência, juntamente com mais seis profissionais de saúde. Maradona morreu em 2020 após crise cardiorrespiratória e edema pulmonar.
O novo processo começou na última terça-feira, após anulação de um anterior por controvérsia envolvendo uma juíza destituída. Todos os acusados enfrentam a mesma acusação, com penas que podem chegar a 25 anos de prisão. Luque e os demais contestam as acusações.
Luque pediu depor de forma inesperada, levando à suspensão de testemunhas convocadas para esta quinta-feira, incluindo a filha de Maradona, Gianinna. O Ministério Público participou na decisão de adiar as restantes declarações.
O médico rejeitou que Maradona tenha passado 12 horas de agonia antes da morte e questionou aspectos da autópsia, como o peso do coração e o edema pulmonar. Afirmou ainda que não operou o paciente em 2007 nem administrou medicação cardíaca nesse período.
Luque ressaltou que não pretende apresentar opiniões, apenas explicar o que está registrado nos autos. Também afirmou que não foi ele quem operou o hematoma na cabeça de Maradona e que não era seu médico naquela altura.
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