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Condenados pelo furto de porcelana do Palácio do Eliseu, entre eles um ourives

Tribunal penal de Paris condena três homens pelo roubo e ocultação de centena de peças de loiça do Palácio do Eliseu; penas até 24 meses, multa de 10 mil euros

FOTO ILUSTRAÇÃO - Thomas M. trabalhou no Palácio do Eliseu durante 5 anos como gestor de fundos
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  • O Tribunal Penal de Paris condenou três homens ligados ao roubo de cerca de uma centena de peças de loiça do Palácio do Eliseu, vendidas online pelo casal e conhecidas por envolver o colecionador Ghislain M.
  • Thomas M., antigo tesoureiro da presidência, foi condenado a 24 meses de prisão (12 suspensos e 12 a cumprir sob vigilância eletrónica) e a uma multa de 10 mil euros, com várias proibições incluindo regressar ao Eliseu e trabalhar com gestão de dinheiro.
  • Damien G., intermediário nas vendas, recebeu 24 meses de prisão (16 suspensos e 8 meses suspensos por monitorização eletrónica), multa de 10 mil euros e proibições de funções públicas, de leilões e de contactar Ghislain M.
  • Ghislain M., rececionista do Louvre, foi condenado a 12 meses de prisão suspensa, a restituir objetos da fábrica de Sèvres e a ficar proibido de contactar Thomas M. e Damien G. durante três anos, além de não poder frequentar leilões.
  • A fábrica de Sèvres avaliou o valor das peças em 377.370 euros, saldo considerado pela defesa como “absurdo”; o caso começou após a detecção de placas com monograma Eliseu vendidas online.

O Tribunal Penal de Paris condenou três homens envolvidos no roubo e na ocultação de cerca de uma centena de peças de loiça do Palácio do Eliseu. O veredito foi pronunciado na quinta-feira, após o julgamento que correu na capital francesa. O objetivo era apurar responsabilidades no furto, ocorrido há vários anos, e a subsequente venda online das peças.

Thomas M., antigo tesoureiro de Estado, foi considerado o principal envolvido. A acusação o responsabilizou por ter retirado as peças dos armazéns do Eliseu e por ter vendido parte do conjunto quando enfrentava dificuldades financeiras. Damien G., gerente de uma empresa de venda de loiça, atuou como intermediário de venda online. Ghislain M., rececionista do Louvre, adquiriu algumas peças.

Condenado a 24 meses de prisão, Thomas M. fica com 12 meses suspensos e 12 meses sob vigilância eletrónica. Recebe ainda uma multa de 10 000 euros e tem proibições que incluem não entrar no Palácio do Eliseu por três anos, não trabalhar com gestão de dinheiro e não frequentar leilões. Mantém também uma suspensão de três anos de contacto com Ghislain M.

Damien G. recebeu igual pena de 24 meses de prisão, com 16 meses suspensos e 8 meses cumpridos sob vigilância eletrónica. O tribunal impôs uma multa de 10 000 euros, além de proibições permanentes de funções públicas, de assistir a leilões e de contactar Ghislain M durante três anos.

Ghislain M., por sua vez, foi condenado a 12 meses de prisão suspensa. Proibido de contactar Thomas M. e Damien G. durante três anos e de assistir a leilões no mesmo período. A sentença ordenou ainda a restituição de vários objetos à fábrica de Sèvres.

A investigação começou após a Sèvres detetar a venda online de placas com o monograma do Eliseu. O Presidente da República responsabilizou-se pela perda de peças, apresentando queixa. A ausência de regras de inventário contribuiu para as suspeitas em relação a Thomas M., que geria milhares de objetos.

O argumento financeiro foi discutido em tribunal. A Manufacture de Sèvres avaliou o valor total das peças em 377 370 euros, valor contestado pela defesa. Além do património, o caso foi apresentado como símbolo do equilíbrio entre preservação histórico e integridade institucional.

O elenco de protagonistas já havia sido descrito no início do processo, com Thomas M. admitindo ter guardado peças pela sua beleza antes de as vender. Ghislain M. esteve visivelmente perturbado durante as sessões, mas manteve a postura de cooperação ao longo do julgamento.

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