Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Suspeito de burlas com mensagens ‘Olá pai’ e ‘Olá mãe’ afirma ser inocente

Arguídos negam envolvimento em rede transnacional de burlas "Olá pai, Olá mãe"; PJ apreende modems, SIM e 218 mil euros em criptomoeda

Burla
0:00
Carregando...
0:00
  • Um dos suspeitos de integrar, desde 2022, uma rede transnacional de burlas com mensagens “Olá pai, Olá mãe” garantiu, em tribunal, ser inocente.
  • O arguido, de 41 anos, está em prisão preventiva no Tribunal de Matosinhos, no Porto, e disse não ter ligação com o esquema.
  • A justiça afirma que a rede comprava cartões SIM e modems GSM para disponibilizar a outros membros, que criavam contas no WhatsApp para enviar as mensagens fraudulentas.
  • A acusação indica que a rede recebeu, em criptomoeda, pelo menos 218 mil euros, convertidos e depositados em contas bancárias de terceiros ligados aos suspeitos.
  • A PJ já apreendeu 22 modems GSM, 12.423 cartões SIM e vários computadores; o MP pediu, se condenados, a expulsão dos três arguidos, todos de nacionalidade brasileira.

Oito anos depois de surgir uma rede transnacional de burlas por mensagens, um dos suspeitos do atual processo em Matosinhos garantiu em tribunal ser inocente e não ter vínculo com o esquema. O arguido, de 41 anos, que está em prisão preventiva, afirmou desconhecer a burla de Olá pai, Olá mãe até ser detido pela Polícia Judiciária (PJ).

No decorrer do julgamento, o Ministério Público descreveu o funcionamento do grupo: o suspeito e a mulher, também arguida, compravam cartões SIM e telemóveis, ativando-os e disponibilizando-os em modems GSM para uso por outros membros da organização. Esses, por sua vez, criavam contas no WhatsApp e enviavam mensagens fraudulentas a pedir dinheiro.

Operação e provas apreendidas

A acusação aponta que as ferramentas fornecidas pela rede renderam ganhos de pelo menos 218.000 euros em criptomoeda, convertida por venda e depositada em contas bancárias de terceiros próximos aos suspeitos. Em novembro de 2024, a PJ apreendeu 22 modems GSM, 12.423 cartões SIM e vários computadores.

O arguido explicou que trabalhava para uma empresa que comercializava os cartões SIM a preços entre 1,50 e 3,50 euros cada, acrescentando que não era responsável pelo uso final dos cartões. Em Portugal desde 2015, confessou que, com a atividade, auferia entre 2 mil e 2,5 mil euros mensais, sem declarar.

Novos intervenientes e antecedentes

Além dos dois arguidos, integra o grupo um terceiro, responsável por disponibilizar entidades, referências e contas bancárias para onde as vítimas efetuavam pagamentos. O suspeito também afirmou não conhecer esse terceiro envolvido.

Antes de arrancar o julgamento, o MP pediu a expulsão do país para os três arguidos, todos de nacionalidade brasileira, caso venham a ser condenados, como pena acessória.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais