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Ex-chefe das secretas brasileiras, aliado de Bolsonaro, detido nos EUA

Ramagem detido nos Estados Unidos pelo serviço de imigração (ICE) em Orlando; foragido da justiça brasileira, em situação migratória irregular, com extradição em análise após condenação a dezasseis anos de prisão

Alexandre Ramagem (à direita), ex-chefe dos serviços secretos do Brasil, 18 de julho de 2024
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  • Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin e aliado de Jair Bolsonaro, foi detido pelo serviço de imigração dos EUA (ICE) em Orlando, Flórida.
  • A Polícia Federal brasileira informou que Ramagem está em situação migratória irregular e é foragido da justiça, após ter sido condenado a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
  • Ramagem fugiu para os EUA em setembro pela fronteira com a Guiana e, segundo a imprensa, pode estar num condomínio de luxo na Flórida, gravando vídeos e votando à distância com base num atestado médico.
  • O Supremo Tribunal Federal requereu a extradição em dezembro; em janeiro de 2026 o pedido foi encaminhado ao governo dos EUA e o nome dele passou a constar na lista da Interpol.
  • Aliados anunciam a intenção de apresentar nos EUA um pedido de asilo político para Ramagem.

O ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) Alexandre Ramagem foi detido pelo serviço de imigração dos EUA (ICE) em Orlando, Flórida. A Polícia Federal brasileira informou que Ramagem está em “situação migratória irregular” e que há cooperação com autoridades norte-americanas.

Segundo o ICE, o nome de Ramagem consta na base de dados de detidos, mas o local exato para onde foi levado não foi divulgado. A imprensa menciona que ele pode ter sido encaminhado para um centro de detenção na cidade de Orlando.

Ramagem fugiu para os EUA em setembro, após ter sido condenado a 16 anos de prisão e à perda do mandato de deputado por tentativa de golpe de Estado. O caso envolve conspirações para impedir a transição de poder após a vitória de Lula em 2022.

A investigação aponta ligações com aliados de Jair Bolsonaro, incluindo elementos das Forças Armadas e do governo anterior, conforme a Justiça brasileira. O objetivo alegado era obstar a posse de Lula da Silva.

Relatos de imprensa apontam que Ramagem viveu num condomínio de luxo na Flórida, gravava vídeos e votava à distância na Câmara. A Folha de S.Paulo diz que havia autorização médica para permanecer nos EUA até 10 de março.

O Supremo Tribunal Federal (STF) requereu a extradição de Ramagem em dezembro. Em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça informou que o pedido foi encaminhado aos EUA. A medida facilitou a detenção por autoridades estrangeiras ao incluir Ramagem na lista da Interpol.

Aliados de Ramagem anunciaram a intenção de pedir asilo político aos Estados Unidos, segundo informações de veículos brasileiros. O caso segue sob jurisdição de autoridades brasileiras e norte-americanas.

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