- Um advogado criminalista pode ficar impedido de entrar em todas as cadeias do país, depois de ser incriminado numa visita a um cliente no Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL).
- Durante a visita, o recluso foi apanhado com cinco telemóveis e uma pen para televisão, alegadamente passados pelo defensor.
- A apreensão ocorreu pelas 16h00 de segunda-feira; o advogado recusou passar pela máquina de raio‑x, alegando que usa uma prótese com peças metálicas, o que levou à autorização de entrada.
- Após a visita, foi efetuada uma revista ao recluso, encontrando-se os objetos ilegais; o preso está sujeito a uma participação disciplinar, e o caso foi comunicado à Ordem dos Advogados.
- O presidente do Sindicato Nacional da Guarda Prisional afirma que todos os intervenientes em prisões devem ser revistados, tal como acontece nos aeroportos.
Um advogado criminalista pode ficar impedido de entrar em todas as cadeias do país, após ser acusado de facilitar a passagem de bens a um recluso no Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL). O recluso foi apanhado com cinco telemóveis e uma pen para televisão, que, ao que tudo indica, teriam sido entregues pelo defensor.
A apreensão ocorreu às 16h00 de segunda-feira, durante uma visita ao EPL. O advogado recusou-se a passar pela máquina de raio‑x, alegando possuir uma prótese metálica que ativa o mecanismo. Os guardas permitiram a entrada, mas efetuaram uma revista ao recluso após a visita, encontrando os dispositivos.
O caso já foi comunicado pela direção do EPL à Ordem dos Advogados, que vai investigar o ocorrido e aplicar as medidas disciplinares cabíveis se ficar demonstrada qualquer irregularidade por parte do jurista. A participação disciplinar do recluso também está a ser averiguada pelas autoridades.
Frederico Morais, presidente do Sindicato Nacional da Guarda Prisional, confirmou ao Correio da Manhã a posição da instituição. O sindicalista defende que todas as pessoas que entram em prisões devem ser sujeitas a revista, independentemente da profissão, semelhante ao que ocorre em aeroportos.
Investigação e próximos passos
A Ordem dos Advogados deve concluir a averiguação para determinar a eventual responsabilidade disciplinar do advogado. Enquanto isso, o EPL mantém o protocolo de atuação e reforça a necessidade de controlo de itens durante visitas.
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