- Adriano Quintanilha e Nuno Ribeiro recorreram das condenações a quatro anos e nove meses de prisão efetiva no processo Prova Limpa.
- Os recursos foram apresentados no Tribunal da Relação do Porto, após despacho do Tribunal de Penafiel.
- A Federação Portuguesa de Ciclismo pediu 30 dias adicionais para responder, devido à dimensão do acórdão e dos recursos (acórdão com 417 páginas e recursos totalizando 819 páginas).
- O tribunal considerou Quintanilha como um dos criadores do esquema de doping e Ribeiro como elemento central, com o clube Calvário Várzea também envolvido.
- Ex-ciclistas foram condenados a penas suspensas; a Calvário Várzea foi condenada a pagar 57 mil euros e ficou interditada de competir por quatro anos.
Quintanilha e Nuno Ribeiro recorreram das condenações no processo Prova Limpa, no que diz respeito ao esquema de doping da W52-FC Porto. O recurso foi apresentado ao Tribunal da Relação do Porto, após despacho do Tribunal de Penafiel. Os arguidos apontam dúvidas sobre a matéria probatória e a dosimetria das penas.
O processo envolve Adriano Quintanilha, ex-patrão da equipa, e Nuno Ribeiro, ex-diretor desportivo, condenados a quatro anos e nove meses de prisão efetiva. Foi ainda considerada a ligação entre o clube Calvário Várzea e o esquema, com Quintanilha à frente da associação, e Ribeiro como elo entre atletas e o fornecimento de substâncias.
O acórdão foi lido a 12 de dezembro de 2025, no julgamento que contou com 26 arguidos. O tribunal concluiu que Quintanilha planeou o doping e detinha poder de decisão sobre pagamentos, enquanto Ribeiro coordenava a aquisição, entrega e orientação das substâncias aos ciclistas.
Recurso e fundamentação
O recurso apresentado denuncia eventuais falhas na matéria de facto e na fundamentação da pena. A Federação Portuguesa de Ciclismo, assistente no processo, pediu 30 dias adicionais para resposta, face ao volume do acórdão, que soma 417 páginas, com os recursos a perfazerem 819 páginas no total.
Condenações adicionais e desfechos
Entre os restantes arguidos, ex-ciclistas da W52-FC Porto receberam penas suspensas inferiores a dois anos e meio, pelo papel secundário no esquema. A Calvário Várzea foi condenada a pagar 57 mil euros a órgãos do Estado, com a interdição de atividade relacionada com o ciclismo por quatro anos.
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