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Angola: 54 ex-militares detidos por instrução militar a civis

SIC detém 54 ex-militares em Luanda e Lunda-Norte por instrução militar a civis; mais de 500 pessoas praticavam exercícios com artefactos de madeira e ferro

Polícia angolana
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  • Cinquenta e quatro ex-militares foram detidos em Luanda e na Lunda-Norte, suspeitos de associação criminosa por promoverem ajuntamentos regulares com instrução militar a civis.
  • As detenções ocorreram nos dias primeiro e nove de abril: vinte e oito detidos no município dos Mulenvos, em Luanda, e vinte e seis no Dundo, na Lunda-Norte.
  • Nos locais de concentração, foram verificados mais de quinhentos cidadãos de várias idades a praticar exercícios militares com artefactos de madeira e de ferro, semelhantes a armas do tipo AKM, que foram apreendidas.
  • Foram reunidos mil e duzentos e noventa e sete processos individuais com documentos pessoais de supostos candidatos.
  • Oito dos detidos em Luanda já tinham sido detidos em dois mil e vinte e quatro no Hoji ya Henda pelas mesmas práticas; os 54 vão ser apresentados ao Ministério Público, e o SIC vai acompanhar atos semelhantes em todo o país.

Detidos em Angola, 54 ex-militares são acusados de instruir civis. A operação ocorreu em Luanda e na Lunda-Norte, após investigações do Serviço de Investigação Criminal (SIC). A detenção envolve a acusação de associação criminosa e promoção de ajuntamentos com fins militares.

Segundo o SIC, as detenções foram efetuadas em flagrante nos dias 1 e 9 de abril. No município dos Mulenvos, Luanda, foram detidos 28 cidadãos; no município do Dundo, Lunda-Norte, 26. As ações ocorreram de forma coordenada pelas autoridades.

Nos locais de concentração, as autoridades contabilizaram mais de 500 cidadãos de várias idades a praticar exercícios com artefactos de madeira e de ferro, moldados como armas tipo AKM. Também foram apreendidos os artefactos e 1.297 processos individuais com documentos de supostos candidatos.

O comunicado do SIC acrescenta que oito dos detidos em Luanda já tinham sido detidos em 2024, no Hoji ya Henda, pelas mesmas práticas, com processos-crime em curso e obrigação de apresentação periódica.

Os 54 detidos devem apresentar-se ao Ministério Público para os procedimentos legais subsequentes. O SIC afirma que vai manter a monitorização rigorosa de situações semelhantes, a nível nacional.

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