- Médica reformada de Santo Estêvão, Benavente, é investigada pelo Ministério Público por cobrar 1000 euros a utentes para garantir reformas por invalidez.
- Exames eram prescritos em nome de um lar, para que o Serviço Nacional de Saúde comparticipasse a 100%.
- O esquema já dura há vários anos, segundo a Procuradoria-Geral da República.
- A queixa foi apresentada pela Carris, após dezenas de trabalhadores terem passado à reforma por invalidez.
- A informação foi confirmada ao Correio da Manhã pela Procuradoria-Geral da República.
Uma médica reformada está a ser alvo de uma investigação do Ministério Público. O caso envolve alegadas fraudes relacionadas com reformas por invalidez, creditando-se 1000 euros por utente para acelerar o benefício.
A colocação de recibos foi unida a prescrições de exames em nome de um lar, com a participação de todos os passos da paciente reformada. A prática visava assegurar a comparticipação total do Serviço Nacional de Saúde (SNS), segundo as informações.
A denúncia que deu origem ao processo foi apresentada pela Carris. Segundo o MP, dezenas de trabalhadores passaram a acesso à reforma por invalidez através deste esquema, sempre com a intervenção da mesma médica, Emuna Mia.
O inquérito está em curso e envolve a identificação de todas as partes e das transações. Não foram discutidas conclusões finais nem responsabilizações formais até ao momento.
O local da investigação é Santo Estêvão, no concelho de Benavente, onde a médica exerceu a prática recorrente ao longo de vários anos. O SNS não se pronunciou sobre impactos ou medidas de proteção aos utentes.
A Procuradoria-Geral da República confirmou ao CM a existência da investigação. O objetivo é esclarecer a existência do esquema e as implicações legais para os envolvidos.
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