- Leyla Monserrat, 15 anos, foi atraída por duas amigas de 13 e 15 anos para um encontro em Sonoyta, no norte do México, no dia 25 de setembro do ano passado, e acabou morta por asfixia.
- O crime foi gravado num telemóvel e o vídeo foi enviado anonimamente à mãe de Leyla; o material continua a circular online.
- A autópsia concluiu que a causa da morte foi asfixia mecânica; o motivo apontado envolve um conflito entre as unm, relacionado com ciúmes num relacionamento amoroso.
- As duas raparigas foram julgadas: a de 15 anos recebeu dois anos e dez meses de internamento, e a de 13 anos ficou com liberdade condicional supervisionada; foi atribuída uma indemnização de 5.657 pesos.
- O presidente do Supremo Tribunal de Justiça de Sonora explicou que menores de 12 a 14 anos não podem ser presos; a mãe de Leyla anunciou que vai recorrer, argumentando que as penas não correspondem à gravidade do crime.
Leyla Monserrat, de 15 anos, foi atraída por duas amigas para um encontro em Sonoyta, no norte do México. O encontro terminou com a sua morte por asfixia, prática gravada em vídeo que agora circula online.
O crime ocorreu a 25 de setembro, na localidade El Desierto de Sonora, no município de General Plutarco Elías Calles. Sem perceberem tratar-se de uma armadilha, Leyla foi vendada e agredida com uma corda ao pescoço pelas duas amigas, de 13 e 15 anos.
A família de Leyla reportou o desaparecimento no mesmo dia. O corpo foi encontrado dias depois no quintal da casa onde ocorreu o crime. A autópsia apontou asfixia mecânica como causa da morte.
O vídeo do homicídio foi entregue à mãe da vítima por quem o enviou anonimamente, sendo considerado prova central no processo. As autoridades afirmam que o motivo envolveu um conflito entre as jovens, associado a ciúmes em relação a um relacionamento.
Penas aplicadas e reação
Em março, a jovem de 15 anos recebeu dois anos e dez meses de internamento. A menina de 13 anos foi libertada sob supervisão por menos de um ano. Foi ainda determinada uma indemnização de 5657 pesos, cerca de 278 euros.
O presidente do Supremo Tribunal de Justiça de Sonora explicou que não podem ser impostas penas de prisão a menores de 12 a 14 anos. O tribunal realizou um julgamento sumário, com base na legislação que não prevê prisão para estas idades.
A mãe de Leyla, Carmen Becerra, afirmou que pretende recorrer da decisão. Ela considera que as punições não correspondem à gravidade do crime e acusa os direitos das agressores de terem sido privilegiados.
A família e a comunidade aguardam apelo judicial e novas ações para abordar os impactos do caso, que gerou indignação pela natureza do crime e pela circulação do vídeo. A investigação continua a acompanhar desenvolvimentos.
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