- O Relatório Anual de Segurança Interna revela pela primeira vez a nacionalidade dos condenados em Portugal: 81,9% são portugueses e menos de um em cada cinco presos é estrangeiro.
- O total de presos em Portugal é de cerca de 11.000, sendo aproximadamente 2.000 estrangeiros, na maioria oriundos de países da União Europeia como Roménia, França e Espanha.
- Entre os portugueses, a maioria é condenada por crimes relacionados com drogas; entre os estrangeiros, há maior incidência de crimes contra o património.
- A faixa etária dos presos estrangeiros é sobretudo entre 25 e 34 anos, enquanto os portugueses apresentam uma distribuição etária mais ampla.
- A taxa de reincidência está em torno de 30%, com os estrangeiros apresentando uma taxa ligeiramente superior; a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais afirma foco na reinserção social independentemente da nacionalidade.
O Relatório Anual de Segurança Interna revela pela primeira vez a nacionalidade dos condenados em Portugal. Divulgado nesta quarta-feira, o documento mostra que 81,9% são portugueses e que os estrangeiros representam menos de um quinto dos presos no país.
O estudo acrescenta que o total de presos ronda os 11.000, com cerca de 2.000 estrangeiros. A maioria dos condenados estrangeiros vem de países da União Europeia, nomeadamente Roménia, França e Espanha.
Desempenho por tipo de crime indica que os portugueses são sobretudo condenados por crimes relacionados com drogas, enquanto os estrangeiros apresentam maior incidência de crimes contra o património.
Perfil demográfico
Entre os estrangeiros, a faixa etária predominante é 25-34 anos; os portugueses apresentam uma distribuição etária mais ampla, com jovens e idosos também representados.
A taxa de reincidência em Portugal situa-se em cerca de 30%. Os presos estrangeiros registam uma ligeira taxa superior, o que levanta questões sobre integração social e reinserção.
Objetivo e fontes
A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais afirma que o foco é promover a reinserção social de todos os presos, independentemente da nacionalidade, através de formação e apoio psicológico.
O relatório foi elaborado com dados das forças de segurança e dos estabelecimentos prisionais no último ano, com o objetivo de clarificar o perfil dos condenados em Portugal.
Nota final
O estudo realça a importância de políticas de reinserção e de vigilância da criminalidade associada a diferentes origens, mantendo-se a informação neutra e factual. O relatório completo está disponível no site da DGRSPr.
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