- As autoridades chinesas anunciaram a execução de um homem identificado apenas pelo apelido Wang, condenado pelo tráfico de pelo menos 11 crianças.
- Entre outubro de 2001 e maio de 2010, Wang raptou menores com menos de seis anos nas províncias de Hunan, Hubei e Sichuan para os vender na Cantão, auferindo um lucro de 199 mil yuan (cerca de 25.057 euros).
- Já tinha sido condenado anteriormente, em 2006, a três anos de prisão por raptar uma criança, e, em 2015, a 15 anos por traficar três crianças; foi transferido para novo julgamento em 2019.
- O tribunal considerou Wang o principal responsável pelos crimes, com “grau extremo de gravidade” e reincidência, tendo recusado confessar e cooperar com as autoridades; a pena inclui morte, privação de direitos políticos para toda a vida e confisco de bens.
- O caso evidencia o problema do tráfico de pessoas na China, agravado por desequilíbrios demográficos e pela persistência de redes criminosas.
As autoridades chinesas anunciaram a execução de um homem identificado apenas pelo apelido Wang. Condenado por explorar e traficar pelo menos 11 crianças, o caso abrangeu quase nove anos.
Segundo o Supremo Tribunal, Wang iniciou os crimes em outubro de 2001. Em novembro de 2006 já tinha sido condenado a três anos de prisão por raptar uma criança. Após a libertação, prosseguiu com novos crimes.
Em dezembro de 2015 recebeu uma nova condenação de 15 anos de prisão por traficar três crianças. Durante o cumprimento da pena, surgiram outros casos atribuídos a ele, levando a um novo julgamento em 2019.
O veredito final aponta que, entre outubro de 2001 e maio de 2010, Wang raptou 11 crianças com menos de seis anos nas províncias de Hunan, Hubei e Sichuan, vendendo-as na província de Cantão, no sudeste.
A decisão reconhece que o réu atuou com forte malícia e alto risco social, sendo reincidente. O tribunal descreveu o crime como extremamente grave e decidiu pela pena de morte por tráfico de menores.
Após a detenção, Wang recusou confessar a maioria dos crimes, não cooperou na localização das crianças raptadas e não demonstrou arrependimento, segundo os autos do processo. A sentença inclui a privação de direitos políticos vitalícia e a confiscação de bens.
O caso evidencia o desafio do tráfico de pessoas na China, um problema associado a desequilíbrios populacionais e culturais, com grandes impactos para as crianças envolvidas.
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