Os investigadores que estudam o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk não conseguem ligar a bala fatal à espingarda alegadamente usada pelo único suspeito, segundo documentos da defesa apresentados nos EUA. O crime ocorreu num campus da Universidade de Utah Valley, em setembro.
Tyler Robinson é acusado de ter alvejado Kirk de um ponto elevado do campus, numa ação que gerou grande comoção nos meios conservadores. A defesa pediu mais tempo para analisar a enorme massa de provas existentes.
Provas e dúvidas
Numa audiência no Utah, a defesa afirmou ter recebido um relatório resumido do ATF indicando que a bala não pôde ser unida de forma conclusiva à espingarda citada pelos investigadores. Questionam também a validade de provas de ADN, que podem envolver misturas de várias pessoas.
O procurador estadual afirmou que a inconclusividade da análise de fragmentos de bala não compromete o conjunto de provas. Existem elementos para demonstrar que Robinson cometeu o homicídio, que serão apresentados na audiência preliminar e, posteriormente, no julgamento.
O caso atraiu atenção nacional, com Kirk, pai de dois filhos, a usar plataformas como TikTok, Instagram e YouTube para defender posições conservadoras. O episódio já levou a repercussões entre apoiantes e detratores políticos, sem que haja uma conclusão definitiva sobre a autoria.
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