- Os investigadores não conseguem ligar a bala que matou o ativista Charlie Kirk à espingarda alegadamente usada pelo único suspeito, segundo documentos apresentados pela defesa.
- Tyler Robinson é acusado de ter baleado Kirk num campus da Universidade Utah Valley, em setembro, num crime que gerou grande polémica nos círculos conservadores.
- A defesa afirmou, numa audiência no Utah, precisar de mais tempo para analisar as provas e apontou preocupações com a qualidade das evidências, citando um resumo do relatório do Departamento de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF).
- O relatório resumido do ATF indica que a autópsia não conseguiu identificar a bala com a espingarda alegadamente utilizada por Robinson; as provas de ADN foram descritas como misturas de até cinco indivíduos, segundo a defesa.
- O procurador estadual afirmou que a lacuna não é problemática: há provas suficientes para demonstrar a culpa de Robinson, e estas serão apresentadas na audiência preliminar e no eventual julgamento.
Os investigadores que estudam o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk não conseguem ligar a bala fatal à espingarda alegadamente usada pelo único suspeito, segundo documentos da defesa apresentados nos EUA. O crime ocorreu num campus da Universidade de Utah Valley, em setembro.
Tyler Robinson é acusado de ter alvejado Kirk de um ponto elevado do campus, numa ação que gerou grande comoção nos meios conservadores. A defesa pediu mais tempo para analisar a enorme massa de provas existentes.
Provas e dúvidas
Numa audiência no Utah, a defesa afirmou ter recebido um relatório resumido do ATF indicando que a bala não pôde ser unida de forma conclusiva à espingarda citada pelos investigadores. Questionam também a validade de provas de ADN, que podem envolver misturas de várias pessoas.
O procurador estadual afirmou que a inconclusividade da análise de fragmentos de bala não compromete o conjunto de provas. Existem elementos para demonstrar que Robinson cometeu o homicídio, que serão apresentados na audiência preliminar e, posteriormente, no julgamento.
O caso atraiu atenção nacional, com Kirk, pai de dois filhos, a usar plataformas como TikTok, Instagram e YouTube para defender posições conservadoras. O episódio já levou a repercussões entre apoiantes e detratores políticos, sem que haja uma conclusão definitiva sobre a autoria.
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