O caso que marcou a década de 1970 em Portugal permanece sem condenação, mas ganha novas informações públicas com uma confissão de 2014. No 2 de abril de 1976, foram assassinados o padre Maximino Sousa e Maria de Lurdes Correia, em atentado que teve origem na violência de grupos de extrema direita. As bombas deixaram uma marca profunda na igreja e na sociedade da época.
Os corpos foram encontrados em Vila Real, junto à campa do padre Max, no cemitério de Santa Iria. A investigação da altura não conseguiu identificar os responsáveis de forma definitiva, mantendo o caso sem culpados na justiça. As circunstâncias do crime permaneceram envoltas em silêncio e controvérsia.
Revelação de confissão
Em 2014, um dos bombistas admitiu detalhes do crime, apontando uma ligação com a estrutura política da altura. A confissão sustenta que um segurança de Galvão de Melo, deputado do CDS, terá contratado dois dos cinco mercenários que atuaram no atentado. A denúncia aproxima o crime de dinâmicas políticas da época, em contexto de violência extremista.
De acordo com o que foi partilhado, a contratação ocorreu ao longo de um período de intensa turbulência política. As informações vindas a público não resultaram em processos concluídos contra as pessoas apontadas, mantendo o caso sem condenação até ao presente. A notícia reacende debates sobre responsabilidades e proteção institucional.
O conjunto de revelações reabre questões sobre a atuação de setores extremistas e a eventual relação com figuras políticas da época. As autoridades mantêm a análise das informações disponíveis, sem confirmar ou refutar de forma definitiva as ligações apontadas na confissão.
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