- Julgamento da tragédia de Tempe ficou adiado para 1 de abril, após protestos sobre as condições da sala de audiências em Larissa.
- A audiência começou com a pronúncia dos arguidos e leitura da acusação; o despacho de pronúncia tem 1.267 páginas, com cinco acusações.
- Protestos continuaram pela capacidade da sala, com falta de assentos para o público (cerca de 120 lugares) e problemas de acústica; 250 advogados presentes.
- Medidas de segurança foram reforçadas: entradas separadas para juízes, advogados, familiares, imprensa e outros; jornalistas acomodados em contentores; Cruz Vermelha disponível.
- Familiares das vítimas e oponentes políticos afirmaram que as condições não são adequadas e pediram transparência e responsabilidade, com manifestações no local.
O julgamento sobre a tragédia de Tempe foi adiado para 1 de abril devido aos protestos contra a capacidade da sala de audiências. O juiz-presidente, de um tribunal penal de recurso, afirmou que não há tempo para prosseguir diante das condições existentes, e o processo foi suspenso temporariamente.
A audiência iniciou com a leitura da pronúncia dos arguidos e da acusação. O despacho de pronúncia soma 1.267 páginas, com cinco acusações, principalmente de natureza dolosa. Os autos totalizam 570 documentos. O adiamento ocorreu após várias tentativas de avançar sem soluções para a capacidade da sala.
Condições da sala e críticas à organização
Logo a seguir, o ambiente foi alvo de críticas, com protestos contínuos contra a capacidade da sala do edifício Geopolis, em Larissa. A cerimónia decorreu num espaço com insuficiente lotação para o público, e houve problemas técnicos com a acústidade.
Foram implementadas medidas de segurança rigorosas: entradas separadas para juízes, advogados, familiares das vítimas e imprensa; contentores para jornalistas e apoio da Cruz Vermelha em caso de emergência. Famílias, sobreviventes e testemunhas mantiveram-se próximas da entrada principal.
Reações das famílias e deputados
Familiares das vítimas expressaram frustração com as condições do julgamento, questionando a existência de acusações para algumas entidades. O debate também envolveu representantes de organizações legais, apontando falhas estruturais no processo.
Entre os presentes, o pai de uma das vítimas pediu que o esperado desfecho judicial ocorra para que os arguidos sejam apresentados à justiça. Outro familiar descreveu o processo como histórico, destacando a importância de esclarecer as responsabilidades.
Contexto político e mobilização pública
O julgamento gerou uma manifestação com slogans em defesa das vítimas. A polícia esteve presente com um contingente relevante perto do Centro de Conferências. Um eurodeputado também participou, sinalizando apoio às famílias e à continuidade da luta por justiça.
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