- Violência doméstica contra dois filhos durou oito anos, entre 2015 e 2023, na zona de Seia.
- Mulher, de 45 anos, foi condenada em primeira instância a quatro anos e onze meses, com suspensão por cinco anos; o Tribunal da Relação de Coimbra confirmou a condenação, a proibição de contactar os filhos e uma indemnização de dois mil euros.
- Um episódio grave descreve a filha com seis a sete anos e o filho com quatro a cinco: arrastados pelos cabelos, atirados contra a parede e alvo de pontapés.
- Os maus-tratos eram frequentes; para esconderem hematomas, as crianças usavam roupas que tapavam o corpo; o filho passou a morar com o pai em 2019, a filha ficou com a mãe até junho de 2023 e fugiu após nova violência.
- A arguida enviou mensagens à filha para a pressionar a depor; a vítima apresenta sintomas de transtorno de stress pós-traumático; a mulher tem antecedentes criminais, incluindo violência contra um companheiro em 2018.
A Relação de Coimbra confirmou a condenação de uma mulher, de 45 anos, residente na zona de Seia, por violência doméstica contra os dois filhos. Os atos ocorreram entre 2015 e 2023, prolongando-se por oito anos, com agressões físicas, confinamento e privação de alimento.
O tribunal revelou que as agressões eram reiteradas, com os filhos fechados no quarto e sem alimentação. Em várias ocasiões, a mãe arrastou-os pelos cabelos e atirou-os contra a parede, sobretudo quando estava sob efeito de álcool.
A filha, que hoje tem perto de 14 anos, apresenta sintomas compatíveis com transtorno de stress pós-traumático. O filho passou a viver com o pai em 2019; a filha ficou com a mãe até junho de 2023, quando fugiu após nova agressão.
Condenação confirmada
Os juízes do Tribunal da Relação de Coimbra rejeitaram o recurso da arguida, mantendo a condenação em primeira instância de quatro anos e 11 meses de prisão, suspensa por cinco anos. Mantida ainda a proibição de contactar os filhos.
A decisão prevê uma indemnização de 2000 euros aos dois filhos. A arguida já tinha antecedentes criminais, com uma condenação anterior por violência doméstica contra um antigo companheiro, relacionada com factos de 2018.
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