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Paciente psiquiátrico mata mulher com arma vendida por cabo da GNR

Arma ilegal vendida por cabo da GNR a empresário com doença psiquiátrica facilita homicídio na clínica do Porto; cabo enfrenta acusação de tráfico de armas

Elisabete Martins, tinha 51 anos, foi morta pelo marido na Casa de Saúde onde o homem estava internado
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  • Pedro Martins, 51 anos, acusado de homicídio e posse de arma ilegal por matar Elisabete Martins, 51 anos, com quatro tiros na Casa de Saúde de Santa Catarina, no Porto, após ter entrado para internamento a 4 de setembro do ano passado.
  • A arma usada foi um revólver calibre .32 sem documentos, que Pedro levava na mala durante a internação e que terá sido comprado meses antes a um cabo da GNR no ativo por três mil euros.
  • A arma foi vendida pelo cabo Jorge Ribeiro, 42 anos, no posto da GNR de Porto de Mós, que mantinha relação de namoro com uma das filhas de Pedro e Elisabete, estando informado do estado psiquiátrico do empresário.
  • O crime ocorreu na madrugada seguinte à entrada de Pedro na clínica, quando Elisabete foi morta na cama com tiros na cabeça, peito e braços; Pedro tentou suicidar-se e sobreviveu.
  • O Ministério Público acusa Pedro de homicídio e posse de arma ilegal; Jorge Ribeiro enfrenta julgamento por tráfico de armas agravado, e a GNR e a Inspeção Geral da Administração Interna são notificadas sobre a acusação.

Pouco antes da meia-noite de 4 de setembro, no Porto, um homem assassinou a mulher com quatro disparos, após ter entrado na clínica onde estava internado em delírio psicótico. O autor do atentado foi Pedro Martins, empresário de Felgueiras, que está internado no Hospital Prisão de Santa Cruz do Bispo. Um revólver calibre .32 foi utilizado.

O caso envolve ainda um cabo da GNR, Jorge Ribeiro, de 42 anos, pertencente ao posto de Porto de Mós, acusado de tráfico de armas. O militar vendeu a arma sem documentação por 3 mil euros, a um cliente com patologias psiquiátricas. A arma foi dada entre abril e setembro do ano passado.

O arguido Pedro Martins, de 51 anos, encontrava-se internado na Casa de Saúde de Santa Catarina, no Porto, devido ao quadro psicótico. A acusação sustenta que ele agiu num estado grave de psicose, procurando suicídio após o crime sem sucesso.

Envolvidos e contexto

Jorge Ribeiro conheceu Pedro no início de 2025, quando o empresário frequentava o estúdio de massagens terapêuticas do cabo em Felgueiras. O revólver foi escolhido entre dois exemplares, pelo calibre .32, com capacidade para seis munições.

Segundo a acusação, a arma foi vendida fora do circuito legal por um militar em serviço ativo. O cabo mantinha, na altura, relação amorosa com uma filha de Pedro e Elisabete, que era 21 anos mais nova que as vítimas.

Vestígios legais e providências

O empresário ficou agora acusado de homicídio e posse de arma ilegal. O cabo da GNR responde por tráfico de armas agravado, por pertencer às forças de segurança. A GNR informou que o processo disciplinar não está concluído e não adiantou detalhes.

Pedro Martins ficou internado após o crime, estando a receber tratamento médico. A acusação descreve que o estado mental do arguido dificultou o discernimento entre o ilícito e o lícito, embora reconheça um elevado risco de reincidência.

Elisabete Martins, de 51 anos, era mãe de três filhos. O ataque ocorreu na madrugada, quando dormia na casa associada à clínica onde Pedro estava internado. A investigação continua para esclarecer todos os contornos do caso.

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