O jovem de 14 anos acusado de matar a mãe, Susana Gravato, vereadora da Câmara de Vagos, vai ser julgado à porta fechada no Tribunal de Família e Menores de Aveiro, no dia 25. O julgamento é conduzido por um tribunal coletivo, composto por uma juíza de carreira e dois juízes sociais.
A audiência decorre sem a presença de público ou imprensa, exceto pela leitura da decisão, que ficará acessível publicamente. No final da sessão, deverá haver uma nota informativa para dar conta do decurso do julgamento.
O juiz presidente da Comarca de Aveiro, Jorge Bispo, explicou que o formato é equivalente a um julgamento criminal, com a particularidade de se tratar de um menor. O pai tem direito a estar presente nas sessões, tal como prevê a lei.
Contexto processual e motivação
O Ministério Público requereu a aplicação da medida tutelar educativa de internamento em centro educativo, a mais gravosa para menores entre 12 e 16 anos. O jovem confessou o crime à Polícia Judiciária de Aveiro e permanece em regime fechado, em centro educativo, no âmbito do Processo Tutelar Educativo.
Contexto do crime
Susana Gravato foi vítima de um disparo na sua residência, na Gafanha da Vagueira, concelho de Vagos, no distrito de Aveiro, no dia 21 de outubro de 2025. A arma utilizada foi adquirida pelo pai do menor. O marido da vereadora e os Bombeiros de Vagos tentaram reanimá-la, mas a morte foi declarada à chegada da viatura médica. A PJ indicou que, menos de 24 horas após o crime, identificou o filho da vereadora como suspeito.
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