- A arguida Joana F. foi condenada a sete anos e nove meses de cadeia por perseguir uma jovem universitária entre 2019 e 2021, decisão confirmada pelo Tribunal da Relação de Lisboa.
- A investigação revelou uma perseguição grave, que incluiu a criação de uma conta no Tinder em nome da vítima, envio de mensagens insultuosas e fotomontagens de teor sexual difundidas a colegas e em sites de acompanhantes.
- Foram também simuladas situações humilhantes, como a divulgação de imagens sexualizadas falsas e a elaboração de um obituário da vítima, causando enorme prejuízo à sua reputação e bem‑estar psicológico.
- A autora já terá antecedentes; já tinha sido investigada em 2015 por crimes semelhantes, mas o caso foi arquivado. A sentença inclui uma indemnização de 50 mil euros à vítima.
- Joana F. recorre para o Tribunal Constitucional, na esperança de suspender ou alterar a pena, que poderá ter de cumprir em breve, segundo o novo defensor António Falé de Carvalho.
Durante dois anos, Joana F. perseguiu uma jovem universitária em Lisboa, usando redes sociais e aplicações de namoro. O caso envolve crimes de perseguição, falsidade informática e denúncia caluniosa, cometidos entre 2019 e 2021.
A vítima estudava no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Joana criou uma conta no Tinder em nome da vítima e enviou mensagens insultuosas e agressivas, configurando um ambiente de terror.
Além disso, Joana simulou ser a vítima, difundindo fotomontagens de teor sexual e imagens falsas da estudante. As imagens foram partilhadas em contactos da faculdade e em sites de acompanhantes, com divulgação ofensiva.
Contexto do processo
A condenação a oito anos de prisão foi confirmada pelo Tribunal da Relação de Lisboa. Joana F. enfrenta também uma indemnização de 50 mil euros. A defesa pretende levar o caso ao Tribunal Constitucional.
Recurso e desenvolvimentos
António Falé de Carvalho assumiu a defesa e confirmou a interposição do recurso. O advogado indica que a decisão pode ter novo despacho em breve, pendente de leitura do argumentário constitucional.
Antecedentes da arguida
Joana já havia sido alvo de uma investigação em 2015 por crimes semelhantes contra outra jovem, caso arquivado. No entanto, o processo atual manteve Joana empregada numa faculdade de Lisboa e com mestrado em Administração Pública.
Impacto na vítima
A perseguição provocou sofrimento psicológico na vítima e também na família, levando a procura de apoio terapêutico durante o tempo do caso. A autora da perseguição nega os factos em julgamento.
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