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Recurso de Montenegro sobre clientes da Spinumviva foi entregue fora do prazo

Tribunal Constitucional rejeita recurso do primeiro-ministro por entrega fora do prazo de dados da Spinumviva; decisão depende de trânsito em julgado

O primeiro-ministro, Luís Montenegro
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  • O Tribunal Constitucional rejeitou o recurso do primeiro-ministro para impedir a inclusão de clientes da Spinumviva no registo de interesses, por ter sido apresentado fora do prazo.
  • O TC confirmou que o recurso foi entregue fora do prazo, e que foi o próprio primeiro-ministro a assinar, atuando na qualidade de recorrente.
  • A decisão não é definitiva, pois foi pedida a anulação e está sujeita a um incidente de arguição de nulidade em apreciação pelo TC.
  • O caso segue a regra de publicação de acórdãos relativos a rendimentos, património e interesses, devendo a decisão ser publicada na página do TC apenas após o trânsito em julgado.
  • O conflito remonta a julho do ano passado, quando o primeiro-ministro contestou parte das informações das suas declarações entregues à Entidade para Transparência, incluindo a lista de clientes da Spinumviva.

O Tribunal Constitucional (TC) explicou que rejeitou o recurso apresentado pelo primeiro-ministro para impedir a inclusão dos clientes da Spinumviva no registo de interesses, por ter sido a entrega efetuada fora do prazo. A notícia foi publicada pelo Público e confirmada pelo TC.

Segundo o TC, o recurso foi entregue fora do prazo, sendo o próprio primeiro-ministro quem o assinou. O gabinete afirmou que atuou na qualidade de recorrente e não de advogado, já que tem a cédula profissional inativa por estar no Governo. A decisão não é definitiva, pois foi pedida a sua anulação.

Contexto

O caso envolve a divulgação de elementos das declarações de rendimentos, património e interesses entregues à EpT, entidade que gere o registo. Entre os dados contestados estavam os clientes da Spinumviva, empresa fundada pelo chefe do Governo e hoje detida pelos filhos. A EpT solicitou esse esclarecimento ao PM.

Perspetivas legais

O Palácio Ratton informou que o plenário do TC já decidiu não conhecer o recurso, mas a decisão ainda não transitou em julgado devido a um incidente de nulidade. O TC segue a regra de publicitar as decisões apenas após o trânsito em julgado.

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