- O Programa Alimentar Mundial da ONU alerta que o surto de ébola no leste da RD Congo pode transformar‑se rapidamente numa emergência humanitária incontrolável sem ação rápida, coordenada e a escala; solicita financiamento adicional para a região.
- O risco de propagação aumenta devido à insegurança persistente, deslocações de populações e movimentos transfronteiriços; cerca de 26,5 milhões de pessoas na RD Congo enfrentam insegurança alimentar, incluindo perto de 10 milhões no leste em nível de crise ou emergência.
- O PAM está a intensificar a resposta, em conjunto com o Governo da RD Congo, a vizinha Angola, a Organização Mundial da Saúde e outros parceiros, para conter a epidemia antes que se torne uma catástrofe humanitária mais ampla; o UNHAS transporta assistência vital às comunidades afetadas.
- O programa já transportou centenas de profissionais de resposta e dezenas de toneladas métricas de carga médica para as zonas de linha da frente, e está a aumentar a assistência alimentar de emergência para mais de 146.000 pessoas na província de Ituri e áreas atingidas.
- O PAM precisa de cerca de 175 milhões de dólares nos próximos seis meses para manter operações na região e de 23 milhões de dólares nos próximos três meses para reforçar logística e assistência alimentar a Ituri e às comunidades afetadas; a estirpe Bundibugyo tem taxa de mortalidade entre 30% e 50% e não existe vacina autorizada.
O Programa Alimentar Mundial (PAM) da ONU alertou que a epidemia de ébola no leste da RDP Congo pode tornar-se numa emergência humanitária descontrolada. O pedido visa reforçar o financiamento para manter a resposta emergencial.
A organização afirma que, sem ação rápida e coordenada, a crise sanitária pode agravar a insegurança alimentar e exigir intervenções mais amplas. O alerta destaca deslocações de população e movimentos transfronteiriços como factores de risco.
Segundo o PAM, 26,5 milhões de pessoas na RDC enfrentam insegurança alimentar aguda, com quase 10 milhões em nível de crise ou emergência no leste do país. O surto é visto como uma corrida contra o tempo para evitar uma catástrofe humanitária.
Ituri, no leste, é alvo de ações de assistência que incluem transporte de profissionais, carga médica essencial e apoio alimentar de emergência. A organização trabalha com o Governo local, a OMS e parceiros internacionais para conter a propagação.
UNHAS, o serviço aéreo humanitário da ONU, é mencionada como crucial para chegar a comunidades remotas com ajuda vital. O PAM já mobilizou centenas de profissionais e dezenas de toneladas de carga médica para as zonas afetadas.
Para manter as operações, o PAM estima necessidade de cerca de 175 milhões de dólares nos próximos seis meses, e mais 23 milhões para reforçar logística e alimentação em Ituri nos próximos três meses, conforme comunicado.
A epidemia está associada à estirpe Bundibugyo, com taxa de mortalidade entre 30% e 50%. A OMS aponta para a ausência de vacina autorizada ou tratamento específico, com o vírus possivelmente circulando há dois meses em Ituri.
Fora da RDC, Uganda confirmou dois casos importados para Kampala, com um óbito, enquanto o Sudão do Sul realiza mais testes. Ruanda proibiu a entrada de estrangeiros que tenham passado pela RDC nos últimos 30 dias para evitar propagação.
A OMS declarou o surto como emergência de saúde pública de importância internacional. O risco regional mantém-se elevado, com vigilância reforçada nas fronteiras e cortes de fluxo de viagem sob monitorização.
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