- O presidente francês Emmanuel Macron recebe o primeiro-ministro libanês Nawaf Salam, em meio a uma crise diplomática e de segurança com Israel.
- A reunião, marcada para as 17h30, ocorre antes de negociações diretas entre Israel e Líbano em Washington, na quinta-feira, com França a defender o respeito pelo cessar-fogo e a soberania libanesa.
- Um soldado francês da UNIFIL morreu num ataque no fim de semana; a ONU condena o ataque e aponta o Hezbollah como responsável, com a França a responsabilizar o grupo xiita pró-iraniano.
- A UNIFIL pode iniciar a retirada até ao final do ano, levantando a questão de quem garantirá a segurança na fronteira entre Líbano e Israel.
- Observa-se uma possibilidade de força internacional de apoio ao governo libanês, com discussões em curso entre França e países europeus, sem implicar, porém, envolvimento definitivo no Líbano após a retirada da ONU.
Emmanuel Macron recebeu o primeiro-ministro libanês Nawaf Salam, na terça-feira, num contexto de tensão entre Atenção ao cessar-fogo frágil e relações com Israel. A reunião ocorreu no Palácio do Eliseu, com uma conferência de imprensa prevista para depois do encontro.
O Eliseu informou que Paris pretende reafirmar o respeito estrito do cessar-fogo, apoiar a integridade territorial do Líbano e a soberania do Estado, incluindo o monopólio das armas. A audiência estava marcada para as 17h30.
O clima é agravado pela morte de um soldado francês da UNIFIL, ocorrida no sábado. O Conselho de Segurança da ONU condenou o ataque e pediu justiça rápida, apontando o Hezbollah como responsável, segundo França e ONU.
Macron concluiu que o Hezbollah atacou as forças da ONU que cumpriam a missão, sem vislumbrar motivações de nacionalidade dos soldados. O presidente destacou que as autoridades libanesas devem investigar e punir os autores.
Além da trégua atual que expira na quarta-feira, o futuro da UNIFIL está em discussão e pode envolver uma retirada parcial até ao fim do ano. A missão busca apoiar a autoridade libanesa na região sul.
Antes do encontro, um conselheiro do Eliseu sinalizou que discutiam com países europeus já parte da missão, incluindo Espanha, Itália e Alemanha, sobre uma força internacional de apoio ao governo libanês.
Apesar do esforço de mediação, as autoridades israelitas afirmam que França não participa nas negociações diretas em Washington. França tem histórico de envolvimento nas dinâmicas regionais, mas enfrenta críticas de Israel.
Paralelamente, a situação económica de França pode sofrer com o conflito: o governo planeia anunciar medidas de poupança e protecção orçamental, com cortes estimados entre 4 e 6 mil milhões de euros, incluindo potenciais ajustes nos subsídios aos combustíveis.
Entre na conversa da comunidade