- Riscos associados à nomeação de Peter Mandelson para embaixador britânico nos EUA não estariam ligados a Jeffrey Epstein, segundo o ex-diretor do Serviço Diplomático.
- Mandelson, demitido pelo primeiro-ministro Labour na semana passada, declarou ter enfrentado pressão constante do gabinete para acelerar o processo de nomeação.
- O caso surge um dia após o ministro dos Negócios Estrangeiros ter dito no Parlamento que funcionários do Foreign Office omitiram deliberadamente a recomendação do Serviço de Avaliação de Segurança (UKSV).
- O UKSV havia recomendado não fornecer a autorização securitária necessária para Mandelson, o que alimenta o debate sobre a legalidade e transparência do processo de nomeação.
- Mandelson prestou depoimento numa comissão parlamentar da Câmara dos Comuns, em sessão marcada por perguntas sobre a intervenção do governo no processo de nomeação.
O ex-diretor do Serviço Diplomático do Reino Unido admitiu ter enfrentado pressão constante do Gabinete do Governo para acelerar a nomeação de Peter Mandelson como embaixador britânico nos Estados Unidos. A revelação ocorreu numa comissão parlamentar da Câmara dos Comuns, nesta terça-feira.
Segundo o testemunho, a demissão de Mandelson foi acompanhada de tensões entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Gabinete, com o objetivo de acelerar o processo de autorização securitária para o indicato.
A controvérsia envolve também a relação de Mandelson com Jeffrey Epstein e a recomendação do Serviço de Avaliação de Segurança (UKSV) de não aprovar a autorização. A decisão do governo gerou dúvidas sobre o escrutínio de nomeações diplomáticas.
O episódio surge um dia após o primeiro-ministro trabalhista ter dito que houve omissão por parte de funcionários do Foreign Office ao não informar um veto de segurança, relacionado com Mandelson. A discussão segue sob escrutínio público.
Entre na conversa da comunidade