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Escolha de Mandelson como embaixador britânico nos EUA não relacionada a Epstein

Ex-diretor do Serviço Diplomático admite pressão governamental para acelerar nomeação de Mandelson como embaixador nos EUA, apesar de dúvidas de segurança ligadas a Epstein

Olly Robbins, funcionário público afastado por Starmer, numa fotografia tirada em 2019
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  • Riscos associados à nomeação de Peter Mandelson para embaixador britânico nos EUA não estariam ligados a Jeffrey Epstein, segundo o ex-diretor do Serviço Diplomático.
  • Mandelson, demitido pelo primeiro-ministro Labour na semana passada, declarou ter enfrentado pressão constante do gabinete para acelerar o processo de nomeação.
  • O caso surge um dia após o ministro dos Negócios Estrangeiros ter dito no Parlamento que funcionários do Foreign Office omitiram deliberadamente a recomendação do Serviço de Avaliação de Segurança (UKSV).
  • O UKSV havia recomendado não fornecer a autorização securitária necessária para Mandelson, o que alimenta o debate sobre a legalidade e transparência do processo de nomeação.
  • Mandelson prestou depoimento numa comissão parlamentar da Câmara dos Comuns, em sessão marcada por perguntas sobre a intervenção do governo no processo de nomeação.

O ex-diretor do Serviço Diplomático do Reino Unido admitiu ter enfrentado pressão constante do Gabinete do Governo para acelerar a nomeação de Peter Mandelson como embaixador britânico nos Estados Unidos. A revelação ocorreu numa comissão parlamentar da Câmara dos Comuns, nesta terça-feira.

Segundo o testemunho, a demissão de Mandelson foi acompanhada de tensões entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Gabinete, com o objetivo de acelerar o processo de autorização securitária para o indicato.

A controvérsia envolve também a relação de Mandelson com Jeffrey Epstein e a recomendação do Serviço de Avaliação de Segurança (UKSV) de não aprovar a autorização. A decisão do governo gerou dúvidas sobre o escrutínio de nomeações diplomáticas.

O episódio surge um dia após o primeiro-ministro trabalhista ter dito que houve omissão por parte de funcionários do Foreign Office ao não informar um veto de segurança, relacionado com Mandelson. A discussão segue sob escrutínio público.

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