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Milhares homenageiam Khamenei 40 dias após a morte no início da guerra

Milhares de iranianos participam em homenagens a 40 dias da morte de Ali Khamenei, apelando à cautela antes das negociações no Paquistão

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  • Milhares de iranianos assinalaram 40 dias desde a morte de Ali Khamenei com homenagens em várias cidades, incluindo Teerão, Urmia e Gorgan.
  • Os fiéis mostraram retratos do líder e bandeiras da República Islâmica, apelando para não se deixar levar por promessas dos Estados Unidos antes de negociações no Paquistão.
  • Mojtaba Khamenei, filho do líder falecido, não esteve presente, alegando ter ficado ferido num ataque; o presidente iraniano Masoud Pezeshkian participou nas cerimónias.
  • A homenagem começou às 09:40 (07:10 em Lisboa); as cerimónias nacionais foram anunciadas, mas não chegaram a realizar-se devido à guerra em curso e ao cessar-fogo frágil em Teerão.
  • O Irão mantém a liderança do eixo de resistência regional, em resposta a ataques iniciais que envolveram Israel e o Golfo Pérsico.

Milhares de iranianos participaram, nesta quinta-feira, em homenagens a Ali Khamenei, falecido no primeiro dia da guerra. O rito de 40 dias marca uma etapa de luto na República Islâmica, com concentrações em várias cidades do país.

Entre os presentes, estiveram retratos do líder e bandeiras da República Islâmica. As cerimónias ocorreram em Urmia, Gorgan e Teerão, onde a tensão militar se manteve após um cessar-fogo frágil na noite anterior.

O filho de Khamenei, Mojtaba, não esteve presente, alegadamente porque ficou ferido num ataque. O anúncio oficial não detalhou ferimentos, e ele ainda não apareceu publicamente desde a nomeação. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, participou na homenagem.

Contexto e desdobramentos

As autoridades não organizaram cerimónias fúnebres nacionais inicialmente anunciadas, devido à guerra em curso. ŞO frágil cessar-fogo permitiu interrupções nos bombardeamentos em Teerão, apesar de ataques anteriores que acompanharam o luto.

O falecido líder, que tinha 86 anos, liderou a República Islâmica há mais de 36 anos. O seu legado é descrito por apoiantes como central para o eixo de resistência na região, que inclui grupos como Hezbollah e Hamas.

Entre os participantes, houve vozes que questionaram negociações previstas para o final da semana no Paquistão, apontando desconfiança em relação a promessas de potências estrangeiras. Estudantes e cidadãos enfatizaram o impacto do ataque na população civil.

Mapa de apoio e crítica

Os eventos de hoje foram acompanhados por discursos que sublinharam a oposição a intervenções estrangeiras e a necessidade de resposta a incidentes na região. Enquanto alguns veem o luto como oportunidade de união, outros destacam a continuidade de tensões no Médio Oriente.

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