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Governo diz que portuguesa agredida na Cisjordânia está bem e em segurança

Cidadã portuguesa de 25 anos está bem e em segurança após deixar a Cisjordânia com apoio consular, na sequência do ataque de colonos israelitas em Khirbet Humsa

Danos numa residência de uma comunidade palestiniana nos arredores da cidade de Jericó, na Cisjordânia, após ataque de colonos israelitas
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  • A cidadã portuguesa, de 25 anos, saiu da Cisjordânia nesta terça-feira com apoio consular, incluindo documentação temporária, acompanhada por um funcionário da representação de Portugal em Ramallah.
  • Foi uma das vítimas de uma incursão de pelo menos 20 colonos israelitas encapuzados que ocorreu em Khirbet Humsa, no norte do Vale do Jordão, na sexta-feira passada.
  • Relatos indicam que a ativista portuguesa e outra associada norte-americana foram amarradas e agredidas com bastões; outros palestinianos também foram atacados, e várias peças e documentos foram roubados.
  • A Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos recolheu testemunhos de ameaças feitas aos moradores, incluindo promessas de retorno para matar se não abandonassem a comunidade.
  • O Exército israelita terá atrasado o socorro: seis feridos foram levados para hospital em Tubas; uma ambulância demorou três horas a chegar, com portas fechadas por cerca de vinte minutos para impedir o acesso.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou à Euronews que uma cidadã portuguesa de 25 anos saiu da Cisjordânia na terça-feira, acompanhada por um funcionário da representação de Portugal em Ramallah. A jovem recebeu todo o apoio consular necessário, incluindo documentação temporária para a deslocação.

A ativista portuguesa foi uma das vítimas de um ataque de cerca de 20 colonos israelitas encapuzados numa aldeia palestiniana no nordeste da Cisjordânia, em Khirbet Humsa, vale do Jordão. O ataque prolongou-se por cerca de uma hora, segundo relatos.

Durante a incursão, a portuguesa e uma ativista norte-americana foram amarradas e agredidas com bastões de madeira. Um homem palestiniano também foi espancado e, segundo a ONG MSI, sofreu abusos sexuais. Outras três pessoas palestinianas e jovens foram agredidas, com roubo de joias, telemóveis e passaportes. Centenas de ovelhas foram largadas no local.

Activistas estavam na aldeia para dissuadir ataques semelhantes, acreditando que a presença de estrangeiros inibe agressões por parte dos colonos. O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos recolheu testemunhos de ameaças dos colonos contra residentes, incluindo promessas de retorno com intenção de matar.

Atraso de socorro e assistência médica

Segundo a rede Jordan Valley, o exército e a polícia israelitas chegaram à comunidade por volta das 4h40. O Crescente Vermelho informou que seis feridos — as duas ativistas e quatro palestinianos — seriam transportados para um hospital, mas a primeira ambulância só chegou três horas depois, alegadamente impedida de aceder ao local pelas forças israelitas.

Haviam três ambulâncias disponíveis; o exército alegou que a área era uma base militar, o que levou o portão a permanecer fechado durante 20 minutos. Uma ambulância foi autorizada a entrar e orientada a manter a velocidade reduzida.

O Crescente Vermelho encaminhou os seis feridos para um hospital em Tubas, incluindo as duas ativistas e quatro homens palestinianos, com ferimentos considerados leves.

Nos dias recentes tem-se registado um aumento de ataques por parte de colonos na Cisjordânia. As autoridades palestinas e organizações internacionais apontam para várias ocorrências, com pelo menos cinco mortos desde início de março.

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