- O Louvre Abu Dhabi, inaugurado em 2017, permanece aberto, mas enfrenta receios de segurança sobre as obras emprestadas pela França graças ao conflito no Médio Oriente.
- O acordo entre França e Emirados Árabes Unidos envolve empréstimos, assistência técnica e exposições por mil milhões de euros, incluindo 400 milhões pela licença de uso exclusivo do nome “Louvre”, prorrogado até 2047 por 165 milhões de euros.
- A França fornece cerca de 250 obras de um total de aproximadamente 600 da coleção, sendo que o número exato das peças emprestadas não é divulgado pela France Muséums.
- O Ministério da Cultura francês disse estar em contacto estreito com as autoridades dos Emirados Árabes Unidos para assegurar a proteção das obras emprestadas.
- Uma fonte próxima disse que não há perigo iminente, mas o repatriamento das obras implica riscos logísticos, levantando dúvidas sobre quais peças específicas estão no Abu Dhabi.
O Louvre Abu Dhabi enfrenta preocupações sobre a proteção das obras emprestadas pela França, no contexto de uma escalada no Médio Oriente. O museu, inaugurado em 2017, permanece aberto, mas a segurança das peças externas é discutida à luz de ataques na região desde o início do conflito em 28 de fevereiro.
As autoridades francesas asseguram que trabalham em estreita coordenação com os Emirados Árabes Unidos para proteger o conjunto de obras. O Ministério da Cultura da França afirmou manter contacto regular com autoridades locais para garantir a segurança de empréstimos e exposições.
O acordo entre França e os Emirados prevê a disponibilização de experiência, empréstimos de arte e organização de exposições, em troca de aproximadamente 1,1 mil milhões de euros. O contrato inclui uma licença exclusiva do nome Louvre e foi prorrogado até 2047 por 165 milhões de euros.
A France Muséums, responsável pelo desenvolvimento do Louvre Abu Dhabi, indica que cerca de 250 obras são emprestadas além da coleção permanente de 600 peças, sem fornecer pormenores. As instituições francesas não divulgaram quais obras estão em exposição na vitrina de 24 000 m2.
Quando o Louvre foi inaugurado, em 2017, cerca de 300 peças foram emprestadas desde França, incluindo obras de Da Vinci, Monet, Van Gogh e Warhol, além de uma estátua de Ramsés II. A instituição afirma confiar anualmente 100 obras-primas à Abu Dhabi.
Uma fonte ligada ao assunto, sob anonimato, disse à AFP que não existe perigo iminente. O museu foi desenhado para proteger coleções frente a ameaças de segurança e a desastres naturais, reforçando a proteção de peças em qualquer cenário.
Quanto ao repatriamento, o acordo envolve riscos próprios, segundo a mesma fonte. Questiona-se se seria viável transportar obras através de vias aéreas num cenário de conflito, destacando os desafios logísticos e de segurança.
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