- O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou que o país tem o controlo total da situação e que reina a calma.
- A declaração foi feita numa entrevista gravada nesta quarta-feira para a Fox News.
- O Reino Unido fechou temporariamente a sua embaixada em Teerão, com os serviços a passarem a funcionar à distância.
- Os protestos anti-governo começaram a 28 de dezembro e já se espalharam a mais de 100 cidades.
- A Amnistia Internacional denuncia assassinatos ilegais em massa e pede aos Estados-membros da ONU que impeçam mais derramamento de sangue, citando vídeos e testemunhos que apontam repressão no Irão, com cerca de 2 mil mortes indicadas.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou que as autoridades têm o controle total da situação e que, a partir de agora, reina a calma. A declaração foi feita numa entrevista gravada para a Fox News, citada pela imprensa internacional.
O Governo britânico anunciou o encerramento temporário da embaixada em Teerão, com o atendimento a funcionar à distância. O Foreign Office informou que os conselhos aos viajantes foram atualizados para refletir a mudança consular.
Desde 28 de dezembro, o Irão tem sido palco de protestos iniciados por comerciantes afetados pela queda do rial e pela inflação, que se espalharam a mais de 100 cidades. Os distúrbios deram origem a uma repressão generalizada, segundo testemunhos locais.
A Amnistia Internacional (AI) alerta para assassinatos ilegais em massa durante os protestos anti-governo, e pede aos Estados-membros da ONU que atuem para impedir mais derramamento de sangue. A AI cita vídeos verificados e depoimentos que indicam repressão maciça.
A organização denuncia impunidade sistémica das forças de segurança e critica a falta de responsabilização por crimes cometidos durante as manifestações, pedindo fiscalização internacional e proteção das populações civis. A AI aponta para uma resposta violenta a uma revolta majoritariamente pacífica.
Reações internacionais e defesa dos direitos humanos
Agências de direitos humanos mantêm o monitoramento das informações vindas do Irão, enquanto governos ponderam medidas diplomáticas. Hafou relatos sobre a alta escalada de violência e sobre o uso de força excessiva contra manifestantes.
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