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Número de mortos em protestos no Irão sobe para 116

Protestos no Irão já causam pelo menos 116 mortos e mais de 2.600 detidos, com internet indisponível e repressão em curso.

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Subiu para 116 o número de mortos em protestos no Irão
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  • Subiu para 116 o número de mortos nos protestos contra o regime do Irão, segundo a HDRANA.
  • Detidos já passam de 2.600, conforme a mesma ONG.
  • Internet e linhas telefónicas continuam cortadas no Irão, dificultando a avaliação a partir do estrangeiro; NetBlocks confirma o corte há mais de 48 horas.
  • A televisão estatal foca apenas as mortes entre forças de segurança e não menciona os manifestantes; video verificado mostra protestos em Saadat Abad, no norte de Teerão, com cânticos contra o líder supremo Ali Khamenei.
  • O procurador-geral advertiu que quem participar nos protestos será considerado inimigo de Deus, numa escalada da repressão anunciada por Ali Khamenei.

O número de mortos nos protestos contra o regime no Irão subiu para pelo menos 116, segundo a HDRANA, organização não governamental criada por exilados iranianos. O mesmo relatório aponta para mais de 2.600 detidos desde o início das manifestações a 28 de dezembro.

A HDRANA, com base nos relatos de verificação no terreno, indicou ainda que a contagem de vítimas tem vindo a aumentar à medida que chegam informações de diferentes regiões. O balanço anterior apontava 65 mortos e cerca de 2.300 detidos.

A internet no Irão está cortada desde quinta-feira, dificultando a verificação de dados no terreno e o acompanhamento de desenvolvimentos a partir do estrangeiro. O bloqueio persiste há mais de 48 horas, segundo a Netblocks.

A televisão estatal concentra-se nas mortes de forças de segurança, sem mencionar vítimas entre manifestantes, que são descritas como terroristas pela emissora. Há relatos independentes de protestos em várias zonas do país.

Imagens de redes sociais, verificados por agências, mostram multidões na zona de Saadat Abad, no norte de Teerão, com milhares de pessoas nas ruas. Grupos que participam nos protestos apontam para uma oposição ao regime.

Reação internacional e declarações oficiais

O presidente dos EUA afirmou apoio à busca por liberdade no Irão, referindo a disponibilidade de ajuda. O texto foi divulgado em mensagens públicas, sem detalhar formas de cooperação entre os dois países.

O procurador-geral do Irão avisou que quem participe em protestos pode ser declarado inimiga de Deus, o que pode implicar a pena de morte. A notícia foi transmitida pela televisão estatal, após o chefe de Estado anunciar ações de repressão.

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